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ADESG Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra

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ADESG - Palavra do Presidente

A Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG)foi fundada no final de 1951 pelos formandos da ESG do ano anterior com o objetivo de manter a coesão entre os estagiários após o término do curso, garantindo hábitos de cooperação intelectual estabelecidos entre civis e militares e difundindo a doutrina de segurança nacional e seus princípios. A ADESG não é uma instituição política, porém faz política, na medida em que, como instituição educacional e cultural, dá ênfase à ética da política. E também ensina, orienta e recomenda o melhor emprego do Poder Nacional no sentido da manutenção do bem comum, processo orientador de deveres e direitos de governantes e governados.

A atual administração de a ADESG está diante de novos e complexos desafios na reconstrução e no ajustamento da Associação às transformações que serão postas em prática, segundo as diretrizes estabelecidas pelo atual comandante da ESG, Gen Décio Luís Schons. O comandante considera a ADESG como um dos pilares sobre o qual se sustenta a Escola, em sua missão de difundir princípios e valores próprios da Nação Brasileira. Nesta fase demudanças, a criação do Instituto Cordeiro da Farias,destinado a coordenar o funcionamento dos cursos de pós-graduação que serão implantados na Escola, é uma medida que terá reflexos importantes no caráter dos cursos conduzidos pela ADESG e suas delegacias. Serão programas de mestrado e doutorado reconhecidos, acompanhados e avaliados pela CAPES/ME, coisa inédita na história da Escola Superior de Guerra.

Os cursos oferecidos pela ADESG têm por finalidade levar aos estagiários o conhecimento consolidado da Escola Superior de Guerra, bem como a sua experiência na organização da pesquisa acadêmica, fundamentada na evidência última do real, colhendo nele, por via do raciocínio aprimorado, constatações necessárias e objetivas, ponto de partida para a formulação de juízos e assertivas realistas e verazes. Do ponto de vista do estagiário, isto significa novos conteúdos, a serem alcançados de modo coerente e organizado, além do seu conhecimento anterior. O princípio que articula a aquisição deste conhecimento é o critério da verdade racional e do realismo moderado, que recusa o subjetivismo contemporâneo e os discursos manipulativos da pós-verdade, embora mantenha diálogo com todas as correntes. No decurso do período básico, os estagiários devem ser levados à percepção dos processos naturais do dinamismo intelectual, de modo que adquiram confiança e autonomia em suas constatações, desenvolvendo progressivamente capacidade crítica, pensando por si mesmos e afastando a indiferença, a apatia, as manifestações extralógicas e o fanatismo. A base teórica do pensamento esguiano mostra-se útil em diversas articulações concretas, colaborando efetivamente no estudo de vários problemas sociais e políticos, administrativos e de defesa, orientando uma parcela de técnicos e figuras públicas para uma ação acertada, diante de uma comunidade farta de falsidades e subterfúgios. Tem o vigor de adaptar-se às circunstâncias e às preocupações concretas dos vários grupos e segmentos, aceitando a diversidade e o caráter específico da cor local, bem como a universalidade das ideias.

É propósito da ADESG, por meio de seus programas e cursos, incentivar a criatividade e tratar adequadamente o caráter peculiar dos problemas nacionais brasileiros como desafios positivos a serem enfrentados com lucidez e honestidade. Trata-se de intenção construtiva e racional, que interpela os nossos estagiários para que se abram à amplitude das perspectivas que abordam a realidade brasileira como totalidade, e trabalhem com método e com afinco, em grupos multidisciplinares, usando os recursos que aprendemos da ESG, para lograr a compreensão dos problemas e o encaminhamento de soluções. O esforço pedagógico da ADESG pretende incentivar a reflexão e a análise crítica, incentivar o relacionamento e criar condições para que o estagiário se realize no seu afã de servir ao País, distinguindo com nitidez entre o veraz e a mistificação, entre o acerto e a improvisação, identificando com seriedade as soluções à luz do real.

A atual administração tem o compromisso de construir uma nova ADESG, sintonizada com as aspirações contemporâneas de nossa sociedade e de nossos associados. Precisamos oferecer cursos que contemplem as expectativas do jovem, também farto de falsidades e subterfúgios. Vale lembrar que a ADESG e suas delegacias buscam em suas atividades o envolvimento e a participação de instituições públicas e privadas, que conosco compartilhem os princípios éticos, morais, políticos e filosóficos da ESG, próprios da Nação Brasileira.

Nossa cultura reconhece a presença imanente de Deus, mesmo quando não se comungue dos mesmos dogmas de fé, sem desconhecer a possibilidade de o homem construir seu próprio destino, o que lhe dá sempre a capacidade moral de decidir. Isto se revela na crença da superioridade do indivíduo sobre o grupo, na crença da liberdade, da igualdade e da fraternidade. E a ADESG é o prolongamento civil da ESG e se destina a atuar no amplo espaço cultural da Nação, levando a muitos o pensamento que representa um sinal de esperança na criação de condições sociais de liberdade, justiça e paz.

As transições profundas e radicais, como as que neste momento vivenciamos, constituem tempos de perplexidade, de pessimismo e de fugas desesperadas. Daí o crescimento de seitas religiosas fundamentalistas. A negação da realidade e a corrida para religiões que oferecem respostas e consolo para tudo são marcas típicas de tempos de transformação, Times ofinterregnum, como denominou ZygmuntBauman, que desestruturam a vida cotidiana e produzem crises recorrentes, diante das ferramentas que dominamos individualmente, insuficientes para vencer os riscos que nos rodeiam.

Para responder ao pessimismo, é preciso arte e imaginação, porque a ciência não é capaz de dar respostas inteiramente racionais e com alto grau de confiabilidade. Como lembrou Sérgio Abrantes em A Era do Imprevisto, a ciência não conforta, assusta. A força das ficções, sobretudo as que imaginam poderes capazes de enfrentar o desconhecido, o temível, pode aumentar significativamente nesses tempos.

As utopias foram e provavelmente continuam a ser uma resposta possível a esses momentos de perplexidade e revolta. Permitem transformar erupções anárquicas de descontentamento e espanto em movimento coletivo. Mas, para se tornarem instrumentos eficazes de mobilização política, tendem a ser transmutadas em ideologia, desintelectualizadas, simplificadas. Tudo fica mais simples quando se define um inimigo comum e concreto, ainda que falso, para induzir à revolta com sentido revolucionário. Por isso todas as utopias acabam na pira das fogueiras totalitárias.

Bauman é de opinião de que as utopias não são possíveis nesses tempos líquidos. Segundo ele, perdemos a capacidade de sonhar para frente, deixamos de ser animados pela utopia ontológica (própria da ontologia, a investigação teórica do ser, em oposição ao ôntico, que se refere aos entes múltiplos e concretos da realidade), e assim perdemos a capacidade de distinguir o melhor do pior.

Mas a utopia, como sonho para frente, ou a distopia, como pesadelo a derrotar, não requerem a camisa de força da ideologia. Não sendo ferramentas de mobilização, mas formas de navegar as águas turbulentas de mares desconhecidos na era da perplexidade, mapas exploratórios, como planos estratégicos, permitem às pessoas respirar algumas golfadas de esperança, ainda que na vida prática não encontrem consolo.

A ESG foi criada para dar curso e efetividade a sonhos compatíveis com a grandeza do Brasil. Uma escola é uma fábrica de sonhos, bem ou mal interpretados por aqueles que a frequentam e a seguem. Em mais de um sentido, os sonhos pensados no espaço acadêmico encontram óbices na realidade externa e, muitas vezes, um enorme avanço no terreno de propostas generosas acaba distorcido pelos tropeços da realidade prática. Nosso esforço deve se concentrar em garantir a fidelidade a esses sonhos e mobilizar a energia suficiente para manter a determinação de realizá-los.


Gen Bda Umberto Ramos de Andrade

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