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ADESG - Rio Info debate necessidade de fomento ao setor de TI no Brasil

Rio Info debate necessidade de fomento ao setor de TI no Brasil

Começa no Rio de Janeiro, o maior evento de tecnologia da informação (TI) brasileira, o Rio Info, que em sua décima-segunda edição, reunirá mais de 120 empresas de 16 estados brasileiros e de oito países das Américas e Europa para debater temas relacionados à inovação e à tecnologia e promover negócios para as empresas nacionais.

Benito Paret, presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (TI Rio), entidade promotora do evento, lamentou que a maioria das questões ligadas ao setor de TI não tenha avançado no país após o lançamento, em agosto de 2012, pelo governo federal, do Programa TI Maior, para estimular o desenvolvimento de softwares (programas de computador) no Brasil. Com investimento de R$ 500 milhões previsto até 2015, o programa tem como meta desenvolver a tecnologia da informação no país.

Paret lembrou que desde 2011, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação teve três ministros (Aloizio Mercadante, Marco Antonio Raupp e Clelio Campolina Diniz), com prioridades e propostas diversas. “Ficaram apenas na intenção”, criticou. A expectativa, disse Paret, era que o TI Maior estimulasse políticas públicas de financiamento à TI, pela importância que o setor representa para o futuro do país.

O fomento à TI brasileira terá destaque durante o Rio Info, disse Paret, “inclusive porque estamos em um processo eleitoral e devemos dar uma importância maior na discussão desse assunto”. Apesar de todas as dificuldades, o presidente do TI Rio admitiu que houve avanços no Brasil nessa área. O país continua atrativo para investidores estrangeiros que desejam fabricar aqui computadores e componentes e encontram “uma política de fomento interessante, por meio da chamada Lei de Informática”.

Paret esclareceu que embora o Brasil tenha despontado como um dos principais países desenvolvedores de software livre, não pode ainda ser considerado um dos líderes do setor. “Somos líderes em consumo de software importado, porque não tem nenhuma política que incentive a fabricação nacional”. Tem potencial para isso, mas falta estímulo que fortaleça as empresas nacionais, comentou.

Para que haja o fortalecimento do setor de TI brasileiro, o presidente do TI Rio insistiu que é necessário investir mais, criar mais e ter cada vez mais profissionais especializados, que demandam uma remuneração compatível. “Nós não queremos ser uma Índia, com os salários aviltados. Nós queremos é produzir soluções inovadores e competitivas”.

O Rio Info tem apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio de Janeiro (Sebrae/RJ), Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj), prefeitura do Rio de Janeiro, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na edição anterior, cerca de 2 mil pessoas participaram de mais de 80 diferentes atividades no Rio Info. O balanço final registrou a expectativa de geração de negócios, no período de 12 meses, de R$ 27 milhões, informou a assessoria de imprensa do evento.

Fonte: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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