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ADESG - Rio 2016: militar será única brasileira na disputa feminina de pentatlo moderno

Rio 2016: militar será única brasileira na disputa feminina de pentatlo moderno

A 3º sargento do Exército, Yane Marques, 32 anos, é a única brasileira na disputa feminina da modalidade do pentatlo moderno nos Jogos Olímpicos Rio 2016. A pentatleta garantiu a vaga após conquistar a medalha de bronze no mundial de 2015, na Alemanha. O cronograma de competições da atleta se tornou intenso nos últimos meses quando a pernambucana de Afogados de Ingazeira participou da Copa do Mundo da Itália, dos Estados Unidos e do Mundial na Rússia.

Bicampeã Pan-Americana no Rio (2007) e Toronto (2015), Yane começou a praticar pentatlo em 2004, ano em que foi fundada a Federação Pernambucana de Pentatlo Moderno, em Recife, cidade em que a militar mora. “Em 2004, fui convidada para a prática do pentatlo. Até então, eu era só nadadora, esporte que pratico desde os 12 anos de idade”, conta.


No pentatlo moderno, os atletas competem, num único dia, em cinco modalidades: esgrima, natação, hipismo e uma prova combinada entre tiro e corrida. Para a atleta brasileira, o pentatlo é um esporte que exige mais técnica, porque é preciso treinar para cinco esportes numa única modalidade. “Você tem que ter resistência, mas ao mesmo tempo tem que ser veloz e um atleta tecnicamente muito refinado”.

Primeira colocada no ranking nacional de pentatlo moderno, a militar também conquistou medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011) e bronze nos Jogos Olímpicos de Londres (2012). A pentatleta ressalta que as vitórias traduzem o trabalho, a dedicação e abnegação pelas quais os atletas são submetidos. “Quando subimos no pódio é como se tivéssemos essa sensação: parabéns, você mereceu”, disse.

Com a proximidade do maior evento esportivo do mundo – as Olimpíadas no Rio de Janeiro – a integrante do Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR), do Ministério da Defesa, fala sobre a expectativa para a competição: “Tenho que estar tranquila agora para treinar bem, chegar bem, confiante, e ciente que vou estar no auge da minha forma física no evento”.

Yane ingressou nas Forças Armadas em 2009, a convite da equipe de seus treinadores que já era formada por militares. Em 2011, ela e sua equipe subiram ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Mundiais Militares e ela também conquistou a medalha de prata competindo individualmente. Para a atleta, a admissão nas Forças foi bastante tranquila devido à semelhança dos princípios seguidos pelos militares. “Acho que os valores do militares são muito próximos aos dos atletas, como o respeito, a responsabilidade, o comprometimento e a dedicação”, destaca.

O lar da pentatleta, que tem uma rotina frenética de treinos, fica na capital pernambucana, local onde moram os principais técnicos dela. Além de Recife, Yane treina em Curitiba e em Porto Alegre. Ela também participa de campings, que são treinamentos fora do país, com o intuito de aprimorar modalidades que não são comuns no Brasil, como a esgrima. Estados Unidos, Itália e França estão entre os países para os quais a militar viaja durante as temporadas.

A medalhista também utiliza instalações, como o Centro de Capacitação Física do Exército, no Rio de Janeiro, e participa de competições militares pela Força Terrestre. Bastante disciplinada com o preparo para os Jogos Olímpicos, Yane aponta o que considera ser o diferencial ao representar as Forças. “Parece que a gente, enquanto militar, se sente representando mais o nosso país, se sente mais patriota”, finaliza.

História do Pentatlo Moderno

A origem do pentatlo moderno é intimamente ligada ao militarismo. Na Grécia Antiga, os espartanos utilizavam a modalidade para selecionar os soldados mais completos e versáteis. Inserido pelos gregos nos Jogos da Antiguidade, o esporte tinha papel de destaque na disputa, já que o vencedor do pentatlo era considerado o grande campeão.


A transformação do esporte para o que hoje conhecemos como pentatlo moderno aconteceu no fim do século 19, graças a um oficial sueco. Ele teve a ideia de adaptar o esporte para uma simulação militar. A intenção era criar a situação de um soldado que tinha que entregar mensagens atrás das linhas inimigas. A “aventura” começava a cavalo, passava pelo tiro, pela esgrima e pela natação, terminando na corrida.

Entusiasta do pentatlo moderno, o Barão de Coubertin conseguiu inserir a disputa nos Jogos de Estocolmo (1912). Em Atlanta (1996), o pentatlo moderno sofreu uma alteração importante. Até então disputado em vários dias diferentes, os atletas passaram a cumprir as provas num único dia.

Fonte: Por Lane Barreto Assessoria de Comunicação Social (Ascom) Ministério da Defesa

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