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ADESG - Por que Brexit

Por que Brexit

BREXIT é o acrônimo inglês formado pela união de BRITAIN (Grã-Bretanha/Reino Unido) e EXIT (saída).A expressão define o objetivo do referendo que será realizado em 23/06 no Reino Unido. O Primeiro Ministro David Cameron, pressionado pelos parlamentares de seu partido e membros do Partido pela Independência do Reino Unido – UKIP estabeleceu esse referendo.
A União Europeia, é governada por uma “Nomenklatura” muito similar à URSS, formada por um Conselho constituído por pouco mais de duas dúzias de pessoas que decidem a portas fechadas sem precisar dar satisfações a ninguém.
No total são centenas de burocratas, entre eles 751 deputados, ganhando fortunas, desfrutando de imunidade judicial vitalícia e isentos de uma aferição de resultados e méritos fazendo desse conjunto a parte mais expandida da “Nomenklatura”.
A União Europeia,vem demonstrando a sua inequívoca vocação para pasteurizar e destruir as identidades culturais, tanto nacionais como regionais, entregando suas Tradições à poeira do esquecimento e reconfigurando o homem europeu a uma identidade prática, pobre e utilitária, formando uma sociedade irmanada no ideal comum de..... se aposentar. Dentro do “Estado do Bem-estar Social” a vontade de se aposentar é tanta, que os europeus, tal qual os ursos panda, estão se extinguindo. São essas as motivações e os ideais, despertados e imprimidos pela União Europeia. A União Europeia é a versão sutil e refinada do modelo soviético, adaptada ao gosto ocidental.
A corrupção, assim como os procedimentos antidemocráticos também avançaram na União Europeia, basta analisar as dívidas dos seus paises e a alavancagem de seus respectivos Bancos Centrais para verificar as bases onde se apoia o ‘welfare state’ europeu. Até pouco tempo, os opositores eram amordaçados pelo politicamente correto e degredados para um gulag intelectual. Um dos grandes argumentos usados em favor da União Europeia, assim como da antiga URSS, era que a sua existência evitaria guerras, nesse ponto em particular eu concordo em parte, ursos panda não lutam, apenas se extiguem.

Por essas e por outras razões, a União Europeia traz em si os germes da sua própria destruição, destarte, que o conceito seja destruído antes da civilização sobre a qual se assenta.

Analisados brevemente seus resultados, transcrevo uma resumida cronologia dos fatos que foram se consolidando até formar a União Europeia como a conhecemos hoje, e suas reais motivações.

UNIÃO EUROPEIA – GENESE
Lenin já visualizava a união da Rússia e da Europa em um modelo de “ESTADOS UNIDOS DA EUROPA REPUBLICANOS”. Para isso seria necessário a deposição das três maiores monarquias da Europa, Rússia, Alemanha e Reinos Unido. Stálin, por sua vez, também tinha ideias semelhantes.
O primeiro ensaio de uma Constituição dos Estados Unidos da Europa, foi elaborado pela primeira vez, no manifesto escrito pelo comunista italiano,Altieri Spinelli em 1944e, não por acaso, hoje dá seu nome ao edifício principal do Parlamento da União Europeia sediado em Bruxelas.
Na visão tipicamente comunista de Spinelli, seu modelo de Estados Unidos da Europa não poderia ser implantado de forma democrática, mas de maneira dissimulada egradativa, sem a interferência ou questionamentos das populações europeias envolvidas, e assim que estivesse pronto, deveria ser apresentado e formalizado.
Pouco anos depois, Jean Monnet, político francês nunca eleito para cargos públicos, mas atuante nos bastidores da politica europeia e americana e considerado um internacionalista pragmático,inspira e ajuda a criar a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço – CECA, em 1952. A CECA é formada por Benelux (Bélgica, Holanda,Luxemburgo) + Alemanha, França e Itália. Ao assumir a presidência da CECA Monnetdeclara : “Esse é o Governo da Europa”.

COMUNIDADE ECONOMICA EUROPEIA
A partir da CECA (ampliada) se constitui em 1957 a Comunidade Econômica Europeia – CEE (Tratado de Roma).
O Reino Unido permaneceu fora da CEE até 1972. Em 1970 Ted Heath vence as eleições para Primeiro Ministro Britânico e nomeia o lorde Victor Rothschild para chefiar sua equipe de consultores e como resultado o Reino Unido é admitido na CEE em 1972.
(Reino Unido, Irlanda e Dinamarca em 1972; Grécia em 1981; Portugal e Espanha em 1986)
PROBLEMAS PARA A MONARQUIA
Baseado na entrada do Reino Unido na Comunidade Econômica Europeia em 1972, portanto, antes mesmo de sua adesão ao conjunto ainda mais consolidado da União Europeia, a legitimidade da permanência da Rainha foi juridicamente questionada !
O juiz distrital Morgan, em sentença proferida na data 09 de Abril de 2001, alegou que a Rainha havia quebrado o seu juramento de coroação para com o seu povo em 1972, ao permitir, mediante consentimento Real, que o Parlamento aprovasse o Decreto das Comunidades Europeias, uma vez que o decreto transferia a soberania do povo britânico à União Europeia.
Uma vez que o Juiz Morgan não foi criticado em seguida, tampouco repreendido, sua interpretação sobre o ato permanece em vigor. Consequentemente, a Grâ-Bretanha deixou de ser uma nação soberana e os britânicos deixaram de ter uma rainha desde 1972.


Anos atrás, o especialista em Direito Constitucional David Bourne argumentou que o Reino Unido, formado pela Inglaterra, Irlandado Norte, Escócia e País de Gales, conjunto que se constitui na base do trono da Rainha, não seria o mesmo com a sua entrada na União Europeia.
ATÉ ONDE SE PENSOU
Na época, aventou-se a possibilidade da Inglaterra ser dividida em 9 regiões e Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, cada uma representando 1 região, portanto, totalizando 12 regiões.
Como parte integrante da União Europeia, a Inglaterra não seria um Estado, região ou unidade administrativa da União Europeia, sendo assim, não teria status ou existência própria dentro da União Europeia. Consequentemente, o Trono da Grâ-Bretanha e da Irlanda do Norte deixaria de existir. Com base nesse argumento, assim que o Tratado de Maastricht fosse assinado, a Rainha passaria a ser uma mera cidadã europeia.
O que culminou nessa vulnerabilidade, foi aassinatura do Tratado de Roma e a aprovação do Ato das Comunidades Europeias em 1972, o qual, segundo o juiz Morgan, rende a soberania Britânica à União Europeia.


POR QUE o BREXIT ?
A formação artificial desses blocos é negativa por motivos muito mais relevantes do que apenas os econômicos, mas como no Brasil, a visão analítica dificilmente alcança algo além da expressão econômica, coloco apenas um dado econômico simples que demonstra porque a Grã-Bretanha deve sair fora da União Europeia.
Em 2001 a Grâ-Bretanha liquidou quantia substancial de sua dívida de L$ 51 bilhões de libras e reduzido o pagamento de juros da dívida para seu menor patamar desde 1918. Segundo relato do próprio Chanceler Gordon Brown, no mesmo ano teve um superávit de L$ 6 bilhões.
Mas a partir da entrada na União Europeia teve déficits por 4 anos seguidos, inaugurando com o primeiro de L$ 12 bilhões, aumentando assim a sua dívida nacional.
Em Outubro de 2002 a balança comercial apresentou um déficit de L$ 3,5 bilhões, o maior déficit mensal registrado desde GUILHERME DE ORANGE em 1697 !!!



Fonte: Enos Francisco Beolchi - Assuntos Geopolítica ADESG SP

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