Logo ADESG

ADESG Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra

Administração Nacional - RJ

Menu Principal

17:31

Menu Lateral

Você está em: ADESG » Notícias » Geral » Saúde » Visualizar notícia:

Diminuir FonteAumentar Fonte

ADESG - Pesquisa indica que depressão após os 50 é fator de risco para Alzheimer

Pesquisa indica que depressão após os 50 é fator de risco para Alzheimer

A depressão, especialmente a não tratada, é fator de risco para a doença de Alzheimer da mesma forma que a pressão alta aumenta o risco de infarto. E esse risco aumenta consideravelmente nos casos de depressão após os 50 anos de idade. A conclusão é de uma meta-análise de 23 estudos envolvendo 50 mil pessoas publicada esta semana pelo British Journal of Psychiatry e que tem o brasileiro Breno Satler Diniz como um de seus principais autores. Diniz é colaborador do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e professor adjunto do Departamento de Saúde Mental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo mereceu destaque no jornal The New York Times.

A pesquisa mostra que pessoas com mais de 50 anos com depressão têm chances 65% maiores de desenvolver Alzheimer e duas vezes mais risco de ter demências vasculares no futuro. Isso significa que 31 a cada 50 depressivos nessa faixa de idade podem ter Alzheimer e 36 a cada 50 podem sofrer de demência vascular.

“Não é uma relação de causa e efeito, mas uma associação importante,” afirma o pesquisador. “Depressão não é uma doença benigna que afeta apenas o humor, mas uma doença com consequências sérias”, alerta. A depressão eleva os níveis de cortisol, que age sobre o hipocampo, em áreas responsáveis pelo aprendizado e memória de curto prazo. Além disso, ela produz inflamação crônica que afeta os vasos sanguíneos do cérebro e reduz os níveis de fatores neurotróficos, substâncias que protegem os neurônios.

“Importante ressaltar que a depressão não é único fator de risco para essas doenças, mas é um componente de peso”, explica Diniz, destacando a necessidade de tratamento. O próximo passo da pesquisa é entender e detalhar como isso acontece e determinar que marcadores biológicos estão envolvidos no processo.

Fonte: Da Assessoria de Comunicação do IPq

« voltar

Notícias Relacionadas

» Veja todas as notícias

Entre em contato

"Um só Coração e uma só Alma pelo Brasil" Logo ADESG ADESG Nacional - +55 (21) 2262-6400
Palácio Duque de Caxias
Praça Duque de Caxias nº 25 - 6º andar - Ala Marcílio Dias
CEP 20221-260 - Rio de Janeiro - RJ