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ADESG - O maior produtor não pode exportar...

O maior produtor não pode exportar...

O Brasil tem um encontro marcado com o sucesso de seu agronegócio. É inevitável que o país se torne o maior produtor mundial de alimentos, em função da extensão das terras agricultáveis, das condições climáticas favoráveis e da abundância de água doce para irrigação.
Nenhuma outra nação tem idênticas condições de expandir sua produção de alimentos e sua agroindústria, não há a menor dúvida. Alguns dos principais concorrentes, em termos de extensão de terras (Estados Unidos, China, Rússia, Austrália e Canadá) tem grandes obstáculos de ordem climática ou escassez de água para irrigação. E nem mesmo a Índia, que está surgindo no mercado mundial como grande produtora, consegue ter as mesmas vantagens do Brasil. Agora, por exemplo, a Índia está nos ultrapassando como maior exportadora de carne bovina, mas é situação passageira, porque está vendendo estoques. Em meio a esse quadro altamente favorável, a agricultura brasileira vive uma fase realmente paradoxal, porque os problemas de logística estão encarecendo nossos produtos e prejudicando as exportações, tornando-se o maior obstáculo à consagração do país como maior produtor e exportador mundial de alimentos.
Recentemente, a China cancelou a importação do equivalente a 5% das exportações brasileiras de soja, devido a atraso na entrega, por causa das dificuldades de escoamento da safra e de transporte do produto até o continente asiático. É uma situação que não pode mais perdurar, porque representa um grande desestímulo aos produtores. O governo federal, diante da gravidade do assunto, enfim decidiu tomar providências. A mais direta foi a decisão de manter os portos brasileiros funcionando 24 horas por dia, em caráter permanente, sem interrupção em finsde semana ou feriados. A medida, com toda certeza, é acertada. O que se estranha é que somente agora tenha sido tomada, pois é mais do que sabido que os portos brasileiros há décadas representam um dos maiores entraves ao aumento das exportações brasileiras. Além disso, anuncia-se também que o governo federal pretende melhorar as rodovias, criando corredores de exportação, especialmente na Região Norte, onde as estradas ficam praticamente intransitáveis na época das chuvas. Tenciona também expandir a rede ferroviária e investir na solução considerada ideal, que é a criação de novas hidrovias. Acontece que essas três providências básicas - estradas, linhas férreas e hidrovias – demandam tempo, não podem ser feitas da noite para o dia, só funcionarão a médio e a longo prazo. Portanto, as exportações de produtos agrícolas continuarão a ser obstaculizadas pelos chamados “gargalos logísticos”, atrasando a expansão desse importante e estratégico setor.
Há uma regra básica na ciência econômica que jamais pode ser desrespeitada pelos países em fase de desenvolvimento, como o Brasil - sem investimentos em infra-estrutura, o crescimento econômico não consegue se tornar sustentável. Esta é a questão. Por isso, espera-se que esses investimentos sejam concretizados o mais rápido possível."

Fonte: Pedro Berwanger- Presidente da ADESG

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