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ADESG - Luta pelo poder no Brasil

Luta pelo poder no Brasil

Nova via para a tomada do Poder de forma violenta.

O Brasil vive, atualmente, uma triste realidade inovadora, com o emprego de atividades de Guerra Híbrida como nova via para a tomada do Poder de forma violenta.
Como escreveu Engels, citando Marx: “Que a violência, porém, ainda desempenha outro papel na história” (além de ser agente do mal), “um papel revolucionário, que ela, nas palavras de Marx, é a parteira de toda a velha sociedade que anda grávida de uma nova”. (Anti-Dühring)
Violência preparada para exercer um fim fundamentalmente político, ou qualquer tipo de agressão organizada que procura causar dano, visando interesse político, leva a atividades de Guerra Híbrida, nova via violenta para a tomada do poder, cuja campanha de preparação articula-se em um processo que abrange da busca do apoio externo, “apoio à insurgência”, a “aumento da insatisfação por meio de propaganda e esforços políticos e psicológicos para desabonar o governo”, destacando-se também o papel central de mobilização desempenhado por algumas ONGs, sindicatos, movimentos sociais, organizações estudantis e pela mídia. E conforme cresce a insurreição, cresce também a “intensificação da propaganda; e a preparação psicológica da população para a luta armada”.
Nota-se, em conexão, que pesquisa recente divulgada pelo jornal Valor Econômico, aliada a vários outros dados, mostra que é enorme a chance de a esquerda voltar ao poder em 2018 , pela via pacífica .
O passo seguinte é o desenvolvimento da fase violenta, onde se procura continuar a busca do apoio externo e inicia a Guerra em Rede, que pode ser composta por conflito travado contra um estado por terroristas, criminosos, ou por grupos militantes da sociedade civil - Guerra em Rede Social (GERS).
Um dos fatores mais relevantes que contribui para incentivar, atrair e agregar a população aos atos preparatórios e de violência de atividades de Guerra Híbrida é o uso das mídias sociais como meio de comunicação e propagação de informações. A definição de guerra híbrida de Frank Hoffman inclui exatamente “Operações psicológicas que utilizam as mídias sociais para influenciar a percepção popular e a opinião internacional”.
A Guerra Psicológica Midiática é realizada por especialistas em guerra psicológica infiltrados na sociedade civil. Esses experts se aproveitam do fato midiático, obtido por intermédio do emprego planejado da propaganda e da ação psicológica, para direcionar a conduta das pessoas.
Na Guerra Psicológica o alvo prioritário passa a não ser mais o terreno físico, mas o cérebro dos indivíduos, e o objetivo final, a sua mente, mediante a manipulação informativa e a ação psicológica orientada para direcionar a conduta social em massa.
Nesse contexto surge o letal terrorismo urbano para coerção e/ou intimidação do governo, autoridades e da sociedade.
“Especialistas ligados às ciências humanas, identificam o “dedo do caos” em revoluções políticas, em transformações econômicas e na modificação de costumes e regras morais.”
As atividades de Guerra Híbrida, para a desestabilização de um governo, podem ser interpretadas com a utilização da teoria do caos, visando a tomada violenta do poder.
Realidade vivida na atual conjuntura brasileira indica que:
- estão acontecendo atividades de guerra híbrida no Brasil, visando a conquista do Poder, portanto, já nao se trata de uma teoria, mas, sim de uma afirmacão;
- os protestos vividos em Brasília em 24 de maio de 2017, sinalizam que passamos às atividades de Guerra Híbrida: início da fase violenta para a conquista do Poder;
- continua a busca do apoio externo através ação de partidos políticos, políticos e ONGS no exterior;
- tenta-se o controle das Forças Armadas via orçamento baixo e aperto salarial;
- aumentam as investidas para dificultar o trabalho do Judicíario no combate à corrupção no chamado crime organizado do colarinho branco ;
- existe uma violenta campanha midiática, realizada pela imprensa televisada e escrita, visando desestabilizar o atual governo federal e influenciar na volta da esquerda ao Poder em 2018.
- perdura a violência no campo desencadeada pelo MST ;
- ocorrem greves políticas, com a finalidade de paralizar os transportes de passageiros no país;
- resurge a união da esquerda visando o retorno ao Poder em 2018 , enquanto a deputada Benedita da Silva declara: ...“sem derramamento de sangue não há redenção, com a luta e vamos à luta com qualquer que sejam as armas.”;
- manifesta-se a atuação do PCC e CV com objetivo político ;
- verifica-se a falência da política de segurança pública dos estados, causando grande inquetação na população e descredito das autoridades; e
- o crime organizado do colarinho branco plantado em todos os níveis do Poder (Federal, estadual e municipal).
Para fazer frente a esse cenário é essencial que sejam evocados alguns cuidados que a sociedade deve ter:
- a natureza do emprego de atividades de Guerra Híbrida para a tomada do Poder de forma violenta, cria condições para que as ações possam passar despercebidas na busca de seus objetivos, e provavelmente adquirir uma posição política vantajosa antes que o governo e a sociedade possam perceber a situação e reagir para se contrapor a essa atividade; por esta razão os planejadores do movimento violento o mantem sigiloso o máximo de tempo possível e procuram apresentar suas ações como uma forma não violenta e legal para a disputa pelo Poder,aproveitando toda a proteção das leis que a democracia lhe oferece;
- atenção e participação do momento político e social que o Brasil esta vivendo.
- voto consciente visando o combate à corrupção e a eliminação da política de pessoas que participaram ou foram responsáveis pelos desmandos vividos no Brasil, nas últimas duas decadas; e
- criar novas estratégias de Defesa do Estado Democrático de Direito, justamente porque a nova realidade para a tomada do Poder de forma violenta não se alinha com as antigas fronteiras de relacionamento de poder existente, alterada com a mudança de foco dos conflitos com o surgimento da Guerra Híbrida.

Fonte: Carlos Alberto P Silva

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