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ADESG - Jogos Mundiais Militares aderem à campanha da ONU pelo fim da violência contra mulheres

Jogos Mundiais Militares aderem à campanha da ONU pelo fim da violência contra mulheres

A campanha “UNA-SE pelo fim da violência contra mulheres”, iniciada pela Organização das Nações Unidas (ONU), vai circular também nos 5º Jogos Mundiais Militares, que acontecem a partir do dia 16 de julho, no Rio de Janeiro (RJ).
Placas com o slogan da campanha serão afixadas em diferentes locais de realização das competições, como o Engenhão, o Parque Maria Lenk, o Maracanazinho e o Estádio de São Januário. Uma equipe de voluntários ficou encarregada, também, de distribuir mochilas, fitas de pulso e folhetos da campanha.
O propósito da iniciativa, segundo o Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, Almirante-de-Esquadra Julio Saboya, é despertar o envolvimento dos participantes dos 5º Jogos Mundiais Militares para a prevenção e a eliminação da violência contra as mulheres. A campanha é uma parceria entre as Organizações das Nações Unidas, o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil e o Ministério da Defesa.
Segundo o Almirante Saboya, as mulheres já participam dos Jogos Mundiais Militares desde a sua primeira edição, em 1995. “Neste ano, elas participarão de 17 das 20 modalidades, deixando de disputar o boxe, basquetebol e pentatlo aeronáutico”, afirmou. A delegação brasileira é composta por 109 mulheres, de um total de 268 atletas.
Em entrevista à Rádio ONU, o Secretário ainda afirmou que, mesmo depois das competições no Rio, a campanha pacifista será divulgada dentro do Programa Forças no Esporte, que hoje atende 12 mil crianças. “Essa 'vacina antiviolência' é uma ação preventiva fundamental para erradicar a violência contra a mulher”, disse Saboya.

Confira, abaixo, a íntegra da entrevista.

Qual é a importância desta parceria com as Organizações das Nações Unidas para a realização dos 5º Jogos Mundiais Militares?
Alte Saboya – Como toda e qualquer sociedade, no Brasil faz-se necessário uma ampla divulgação contra a violência, em especial a violência contra as mulheres e crianças. A possibilidade de divulgação por ocasião da realização dos 5º Jogos Mundiais Militares não poderia deixar de ser aproveitada. A parceria com a ONU vem possibilitar que a mensagem “Unir-se pelo fim da violência contra as mulheres” tenha um alcance mundial, nas mais diversas classes sociais e culturais. A mensagem, transmitida por atletas de credibilidade internacional e por diversos eventos paralelos no contexto dos Jogos Mundiais Militares, certamente terá uma penetração que dificilmente poderia ser obtida sem a atual parceria. Daí sua grande importância.
Qual a participação da mulher nos Jogos Militares?
Alte Saboya – A mulher participa dos Jogos Mundiais Militares desde a sua primeira edição. A participação feminina é da ordem de 1/3 do efetivo de atletas. Participam em 17 das 20 modalidades, deixando de disputar o boxe, basquetebol e pentatlo aeronáutico. A delegação brasileira é composta por 109 mulheres para estes 5º JMM, de um total de 268 atletas (cerca de 40%).

No Brasil, o tema da violência à mulher é tratado mais pela polícia militar, uma vez que as vítimas procuram as delegacias como primeiro recurso. De que forma esta cooperação das Forças Armadas poderia fortalecer a conscientização e o combate à violência de gênero?
Alte Saboya – No Brasil, o tema é tratado, normalmente, no âmbito de Delegacias Especializadas, com Delegadas treinadas e policiais civis que tentam auxiliar, mas devemos nos lembrar que isto é remediar o que ocorreu – a violência já existiu. O que precisamos é evitá-la, preveni-la, e para isso, o fundamental, no meu ponto de vista, é educação, principalmente das crianças, adolescentes e jovens. Neste aspecto, há um enorme potencial para a ação das Forças Armadas na conscientização e prevenção à violência.

Que experiências ao aderir à campanha (reação das Forças, atividades realizadas, expectativas) o Sr. já poderia relatar?
Alte Saboya – Ainda não temos resultados e experiências concretas decorrentes da adesão à campanha, mas as reações obtidas foram de elogio e participação. As expectativas são muito boas. Creio que, em linguagem esportiva, o “ponta-pé inicial do jogo” está sendo dado. Por outro lado, após a realização dos Jogos Mundiais Militares, pretendemos manter nossa parceria, no âmbito do nosso programa “Forças no Esporte”, que hoje atende cerca de 12 mil crianças de comunidades carentes, exatamente na aplicação da “vacina antiviolência”, ação preventiva fundamental para erradicar a violência contra a mulher.

A ONU tem uma política de “tolerância zero” para suas tropas de paz no que tange a abusos sexuais e violência de gênero. Como o assunto é tratado pelas Forças Armadas brasileiras?

Alte Saboya – Da mesma forma que pela ONU. Não há tolerância para crimes desse gênero.
O mundo todo deve ficar atento a este evento e de como ele pode já servir de teste para a realização da Copa do Mundo. Como estão as preparações para receber 6 mil atletas de 111 países?
Alte Saboya – Estamos prontos para o início dos 5º JMM. As delegações já estão chegando. As três vilas estão prontas (Vilas Branca, Azul e Verde), com cerca de 1.200 apartamentos, especialmente construídos para este fim. Os locais das competições estão prontos, reformados ou restaurados, todos dentro do padrão olímpico. Só nos resta agora torcer para que o andamento das atividades corresponda a nossa expectativa e ratifique o que chamamos de “Jogos da Paz”. Que seja um não à violência, em especial contra a mulher.

Fonte: : Ministério da Defesa

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