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ADESG - Inpa utiliza drone para obter dados sobre carbono na floresta Amazônica

 Inpa utiliza drone para obter dados sobre carbono na floresta Amazônica

Aproveitando as vantagens dos Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant), mais conhecidos como drones, o estudante de doutorado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, Carlos Celes, utiliza o aparelho para coletar dados e estimar o nível de carbono da floresta amazônica.

O objetivo do estudo é “estimar o nível de carbono na floresta e tentar extrapolar esse número para uma área maior”, informa Celes. Com essa expansão se busca chegar à dinâmica desse elemento químico para entender como esse carbono está mudando dentro da floresta com as árvores caindo, morrendo e nascendo.

A pesquisa de doutorando em Ciências de Florestas Tropicais foi apresentada no Seminário Final do Projeto Cadaf (Carbon Dynamics of Amazonian Forest), realizado no Inpa de 27 a 29 de abril último. Na palestra “O uso do quadricóptero drone na obtenção de dados de sensoriamento remoto para o Inventário Florestal Contínuo (IFC)”, Celes, falou sobre as características técnicas do aparelho, além de mostrar como se dá o processo de obtenção de imagens e como as fotos são convertidas em dados.

O modelo de drone usado é o Md4-1000. Sua estrutura é de fibra de carbono e autonomia de voo de cerca de 80 minutos. Entre as vantagens que oferece estão o baixo custo de manutenção e operação, além da alta resistência à variação de temperatura (resiste temperaturas de -20°C a 50°C), chuva e poeira. De acordo com Celes, o quadricóptero é mais versátil se comparados com os aviões, que são empregados nessa forma de mapeamento.

“O avião precisa de uma infraestrutura muito maior para sua operação. É preciso uma pista de decolagem, piloto, co-piloto e torre de comando. Em compensação, o avião consegue cobrir uma área muito maior. O drone não consegue fazer essa cobertura tão grande, mas tem a vantagem de ser versátil. “Se necessário, é possível se traçar um plano de voo em 15 minutos”, diz Celes.

Aplicações - Durante o voo, uma câmera fotográfica digital acoplada ao drone captura uma sequência de imagens que serão sobrepostas para que se façam modelagens em 3 dimensões das áreas sobrevoadas. Outros trabalhos possíveis de se desenvolver são os de clareira, sombra, textura, dendrologia (estudo de plantas lenhosas como árvores e arbustos), fenologia (estudo dos fenômenos periódicos dos seres vivos e relações com o ambiente), dendometria, hidrologia, além de permitir o acompanhamento desses dados.

Além da câmera, o drone transporta um sensor Light Detection Raging (Lidar), que é uma caixa que emite pulsos a laser infravermelho e tira fotos para controle da área que o laser atinge. Esse laser faz um mapeamento em quatro planos perpendiculares e permite melhor captura de dados.

Desde o inicio do estudo no ano passado já foram feitos 150 voos, a maioria na Estação Experimental de Silvicultura Florestal e Reserva Florestal do Inpa (ZF2). Também foram feitos voos na Reserva Adolpho Ducke e em Itacoatiara, município a 176 quilômetros de Manaus. Os voos atingiam um raio de 500 metros.

Os drones (zangão em inglês) são aeronaves comandadas à distância por controle remoto e ficaram mais conhecidas pelo uso para fins militares.

Fonte: Ascom Inpa

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