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ADESG - HU investe em pesquisa e yoga para reduzir as quedas de idosos

HU investe em pesquisa e yoga para reduzir as quedas de idosos

Nos corredores do Hospital Universitário (HU) da USP, alguns passos são observados com extrema atenção. É a fisioterapeuta Fabiana Mara Branco, que analisa cuidadosamente a marcha de uma senhora.

Fabiana é uma das integrantes do Grupo de Prevenção de Quedas (GPQ) do Hospital Universitário (HU) da USP, que surgiu em 2010 com o objetivo reduzir a taxa de quedas entre a população idosa. “A queda é uma causa importante de morte e perda da independência, ou seja, é um importante fator de morbidade”, explica o doutor Egídio Lima Dórea, idealizador do projeto. O GPQ reúne ainda enfermeiras, nutricionistas, farmacêuticas, educadores físicos, uma psicóloga e uma terapeuta ocupacional.

Dórea conta que participou de um treinamento na Yale University School of Medicine (EUA), onde existe um importante grupo de prevenção de quedas. “Mary Tinetti, que elaborou a avaliação de marcha mais utilizada no mundo, faz parte do grupo. Fui até a equipe dela para ver como o grupo funcionava, como eles abordavam os fatores de risco de queda, e trouxe a ideia para montar o grupo no HU”.

O GPQ atende pacientes considerados idosos, ou seja, acima de 60 anos, e que já tenham pelo menos um episódio de queda no ano anterior ao acidente atual ou um distúrbio de marcha muito importante.

Segundo Dórea, o ideal seria que todo o médico que atendesse um idoso que deu entrada no hospital por motivos relacionados a quedas questionasse o paciente sobre acidentes anteriores e, caso a resposta fosse positiva, aplicasse o Time up go test. Nele, o paciente anda três metros, ida e volta, enquanto o médico observa como ele se sai nesse percurso, se há alguma alteração muito relevante na marcha do equilíbrio.

“Mas como a gente sabe que menos de 20% faz o questionamento, o grupo realiza uma busca ativa. Vamos no pronto-socorro e na enfermagem uma vez por semana à procura de pacientes que estejam lá porque caíram”, afirma Dórea.

Vamos no pronto-socorro e na enfermagem uma vez por semana à procura de pacientes que estejam lá porque caíram.

Redirecionados para o GPQ, os idosos passam por uma sabatina, num dia em que chegam às 11 horas no hospital e não têm hora certa para sair. Primeiro é aplicado um questionário sobre as circunstâncias da queda. Depois, cada profissional do grupo aplica sua escala. A terapeuta ocupacional, por exemplo, analisa a cognição do paciente. Outra escala gradua o medo de cair do idoso em suas atividades cotidianas.

O próximo passo é intervir em cada um dos fatores de risco diagnosticados. Para isso, além de encaminhar o paciente para os profissionais de cada área – consulta com oftalmologista, sessões de fisioterapia –, o grupo elaborou uma série de panfletos com explicações, orientações e exercícios. Existem também materiais audiovisuais, como um DVD em que um mestre de Tai Chi Chuan de 94 anos ensina alguns exercícios ou um CD com audioexplicações de exercícios para fortalecer a musculatura do assoalho pélvico. “O idoso tem que sair correndo para ia ao banheiro e nisso ele acaba caindo”, explica Dórea.

O retorno presencial é feito em três meses. Mas o acompanhamento da equipe acontece também pelo telefone. “Ligamos após 15 dias, 30 dias, três meses, seis meses e um ano, para saber se o paciente está seguindo todas as orientações”, afirma o médico.

Yoga na Terceira Idade
Ana Borella trabalhava cerca de 17 horas por dia em uma companhia aérea, incluindo sábados e domingos. Quando tinha 22 anos, voltando da empresa para casa de táxi, às 4 horas da madrugada, faltou-lhe o ar por completo. Era uma parada respiratória. Ana achou então que estava na hora de mudar seu modo de levar a vida.

Contanto essa história, e lembrando que nunca é tarde para começar, a professora de yoga Ana Borella deu início à última palestra mensal direcionada à Terceira Idade, outra iniciativa do GPQ.

Ana explicou alguns ensinamentos da yoga e mostrou exercícios e meditações que os idosos podem fazer na fila do banco, no sofá ou até caminhando. Uma pesquisa que vem sendo realizada pelas universidades de Harvard, Yale e Massachusetts Institute of Technology (MIT) encontrou indícios de que a meditação pode aumentar regiões do cérebro que, com a idade, tenderiam a diminuir.

A professora explica que a yoga ensina tanto posições que aumentam o conforto, a flexibilidade, o alongamento e o equilíbrio, como também trabalha com a mente, diminuindo a ansiedade, estimulando o bem estar e a sensação de segurança da pessoa. “Melhorando o equilíbrio, a estrutura da locomoção, dando flexibilidade e agilidade para aquela pessoa, e ela tendo consciência de como ela pisa, onde ela pisa, com força, ela não vai mais ter medo de cair”, afirma Ana.

Os nomes utilizados na yoga são complicados, vêm do sânscrito, e impressionaram a plateia. “Não precisa lembrar dos nomes, basta lembrar de colocar em prática o que eu mostrei aqui”, enfatiza Ana.

Fonte: USP Online Destaque por Anaïs Fernandes

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