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ADESG - Fuzileiros da Marinha encerram maior treinamento já feito no Planalto Central

Fuzileiros da Marinha encerram maior treinamento já feito no Planalto Central

Os fuzileiros navais da Marinha encerraram o maior treinamento já feito no Planalto Central. Com a participação de aproximadamente 2,2 mil militares, a Operação Formosa 2012 preparou militares para ações dentro e fora do país. A preparação habilita fuzileiros a atuarem em regiões de conflito, como o Líbano, ou na garantia da lei e da ordem em ações humanitárias.

Parte da preparação visa também a ações, como os Jogos Olímpicos de 2016, a Copa das Confederações (2013) e a Copa do Mundo, em 2014. Mas os fuzileiros atuarão em diversos outros eventos, como no 3° Encontro Mundial de Juventude, marcado para a segunda quinzena de julho do ano que vem, e no encerramento do mesmo evento, que terá a visita do Papa Bento XVI.

Os militares preparados em operações como a de hoje, na cidade de Formosa (GO), já atuaram, por exemplo, na ocupação das favelas cariocas, até então tomadas por traficantes; em desastres naturais, como as enchentes de 2011 na região serrana do Rio de Janeiro; ou no socorro às vítimas de catástrofes, como no terremoto ocorrido no Chile em 2010.

Os agrupamentos que participaram do treinamento vieram do Rio de Janeiro, por uma rota de 1,6 mil quilômetros. “Para se ter uma ideia do que isso representa, o deslocamento das Forças Armadas norte-americanas na Guerra do Kuwait foi de 1,2 mil quilômetros”, disse o comandante Fábio, responsável por detalhar a operação.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante-de-esquadra Marco Antônio Guimarães, foram gastos R$ 5 milhões com a Operação Formosa. Iniciada no dia 19 de outubro, o treinamento envolveu o uso de aviões, carros de combate, veículos blindados de transporte de tropas, veículos anfíbios sobre esteiras, vários tipos de mísseis (anti-carro, superfície-ar) e veículos aéreos não tripulados (Vant) e artilharia.

“Só com combustível foram gastos R$ 197 mil. A alimentação da tropa custou R$ 320 mil. Gastamos R$ 120 mil com despesas diversas, como a compra de geradores, banheiros químicos, entre outras coisas. E R$ 850 mil nas licitações para a área de transporte. A maior parcela foi gasta com munições: R$3,5 milhões”, disse Guimarães.

A Agência Brasil assistiu à uma demonstração do treinamento do grupo. Na oportunidade, foi simulada uma missão envolvendo tiros de canhões anti-aéreos, seguidos de disparos de Míssil Bill - armamento usado para atacar blindados. Após os disparos iniciais, entrou em operação o veículo não tripulado Carcará, que tem alcance para cobrir uma área de oito quilômetros.

Feito o reconhecimento pelo Carcará, um Helicóptero UH-14 aportou no local trazendo a tropa e um cão farejador, que simulou a identificação de explosivos. A equipe deixou o local para, em seguida, explodi-lo. Por fim, chegaram ao local diversos soldados, por terra, e veículos blindados, entre eles, anfíbios e tanques.

Com atividades tão intensas, o risco de acidentes aumenta, principalmente cortes, fraturas ou ferimentos de tiro, segundo o médico capitão-de-fragata Maués. Por isso, hospitais de campanha, similares aos usados em situações de emergência no Brasil e no Chile, foram armados para dar assistência aos fuzileiros. “Em 48 horas, temos condições de instalar um posto como esse em qualquer lugar do Brasil”, informou o médico.

“Havendo necessidade e solicitação podemos ampliar as ações para outros tipos de atendimentos menos emergenciais, como serviços odontológicos”, acrescentou, informando que a ação foi adotada na região serrana do Rio de Janeiro, afetada por enchentes no ano passado, e durante o terremoto que abalou o Chile, em 2010.

Esse tipo de treinamento, que acontece desde 2001 em Formosa (GO), visa a garantir a prontidão dos militares para atuarem imediatamente, caso seja necessário. “Somos uma força de emprego pronta e rápida. Temos de estar sempre prontos”, enfatizou Guimarães. “Preparamos, anualmente, cerca de 2 mil soldados. Praticamente, 10 mil já passaram por aqui. Alguns, mais de uma vez”, completou Fernando Antônio, o comandante da Força de Fuzileiros de Esquadra.

Fonte: Pedro Peduzzi/Repórter da Agência Brasil

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