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ADESG - Força de Ajuda Humanitária realiza exercício inédito com Agências Governamentais

Força de Ajuda Humanitária realiza exercício inédito com Agências Governamentais

As experiências vividas pelos militares em uma região são aplicadas em outras em favor do País. Talvez o Exército Brasileiro seja uma das únicas instituições com capacidade e possibilidade de aplicar esse ativo. Em 2008, o atual Comandante Militar do Nordeste, General de Exército Manoel Luiz Narvas Pafiadache, vivenciou uma tragédia, em Blumenau (SC), que atingiu uma população estimada em 1,5 milhão de pessoas em 70 cidades e que deixou 78 mil desabrigados. Naquela época, o Gen Pafiadache era o Comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada. Ele teve uma difícil e gratificante experiência de Comando e Controle que, junto com outras instituições, resultou em ações em favor da população. Inclui-se aí o salvamento de 120 pessoas no Morro do Baú. Aquele desastre natural agora serve de experiência para a montagem e a aplicação da Força de Ajuda Humanitária do Comando Militar do Nordeste (CMNE) na Operação Capibaribe, em Recife.

Com essa Operação, o Exército Brasileiro desenvolve mais uma etapa do Subprojeto Estruturante do Novo Sistema Operacional Militar Terrestre. Trata-se da implantação da primeira Força de Ajuda Humanitária do Exército. Atualmente, o Exército está experimentando uma doutrina de atuação conjunta em um cenário de tragédia e a Força de Ajuda Humanitária está sendo testada pela primeira vez.

A Operação Capibaribe, em execução de 23 a 26 de novembro, simula o emprego da tropa e a atuação de diferentes agências na hipótese de chuvas prolongadas na região do Grande Recife e de inundações causadas pelo transbordamento dos rios Capiberibe e Beberibe. Ela envolve a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro, a Força Aérea Brasileira, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, a Polícia Militar, a Polícia Científica, o Grupamento Tático Aéreo, o Serviço de Assistência Móvel de Urgência, a Secretaria de Saúde do Estado e a Polícia Rodoviária Federal, entre outros agentes.

Muitas são as atividades previstas na Operação: desobstrução de estradas, resgate e salvamento vertical, segurança e isolamento, resgate fluvial e subaquático, lançamento de passadeira e portada, socorro e evacuação, e transporte aeromédico.

O Exercício coloca em prática o trabalho de planejamento, a aquisição de meios e um preparo de dois anos, sob a gerência do Comando de Operações Terrestres, e serve também para a experimentação doutrinária desenvolvida pelo Estado-Maior do Exército.

Segundo o Secretário de Defesa Civil do Recife, Coronel Bombeiro Cassio Sinomar Queiroz de Santana, conhecer a estrutura do Exército Brasileiro é essencial para a atividade. “Em caso de desastre natural, quanto mais efetiva a resposta inicial, maior a possibilidade de salvar vidas. O trabalho conjunto ajuda, e muito, em todo o processo”, explica o Secretário. O Superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Pernambuco, Sr Valcir Correia, considera o trabalho conjunto essencial. “Pela própria estrutura e característica do Exército, ele é a instituição capaz de aglutinar todas as agências, em caso de uma tragédia de grandes proporções. Por isso, é importante treinar e operar juntos,” declara o Superintendente.

O Gen Pafiadache considera que “numa tragédia de grandes proporções, nós precisamos realizar operações de salvamento, de resgate e de recuperação de corpos; mas o que está em primeiro lugar é o salvamento. Se perdermos uma vida por falha no salvamento, nossa missão não terá sido bem cumprida”.

A Força de Ajuda Humanitária é composta por um efetivo de 506 homens, que compõem o Destacamento de Resposta Imediata. É estruturada com um grupo de comando; um grupo de coordenação e ligação; um grupo de avaliação de desastres, um grupo de transportes e um módulo precursor emergencial, dispondo de meios de Engenharia, Logística, Comunicações e Saúde. Essa composição é básica para um Comando Militar de Área, mas ela poderá ser adaptada às proporções do desastre, aumentando ou reduzindo seu efetivo.

Fonte: Agência Verde-Oliva

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