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ADESG - Expedição nipo-brasileira conclui etapa de investigação do Atlântico

Expedição nipo-brasileira conclui etapa de investigação do Atlântico

Ao atracar no Porto de Santos o navio de pesquisa Yokosuka e o submarino Shinkai completaram expedição pelo sul do Oceano Atlântico. Com o término da fase de coleta de amostras, brasileiros e japoneses participaram de seminário no Palácio Itamaraty, em Brasília, para trocar impressões e apresentar resultados preliminares.
“Na cabeça de um cientista, há duas questões fundamentais que talvez nunca sejam esclarecidas em sua plenitude: a origem do universo e a origem da vida”, disse o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre. “A vida pode se desenvolver onde não imaginávamos há 20 anos. E essa missão no Atlântico Sul busca entender como ela se organiza nos ambientes mais extremos.”

Batizada de Iatá-Piúna, a expedição partiu da Cidade do Cabo, na África do Sul, e passou pelas águas profundas da Elevação do Rio Grande e da Cordilheira de São Paulo e descobriu indícios de um continente submerso, anunciado durante evento no Rio de Janeiro.Da capital fluminense, o grupo saiu para explorar o Platô de São Paulo, por duas semanas, e se surpreendeu com a escassez de vida na Bacia de Santos.

O projeto Atlântico Sul – Nova Fronteira do Conhecimento é uma parceria entre Serviço Geológico do Brasil (CPRM/MME), Agência Japonesa de Ciências do Mar e da Terra (Jamstec) e Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (Iousp), com apoio do MCTI, do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Secretaria de Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm). Ao longo da expedição, cientistas usaram um cano para coletar amostras de água, sedimentos e animais possivelmente desconhecidos.

Possibilidades

Para Nobre, a expedição traz resultados inovadores, “como se espera de qualquer investigação oceânica em locais que não foram previamente estudados”. Segundo ele, nos próximos anos, análises das amostras podem gerar descobertas de “formas inesperadas de vida, ecossistemas marinhos diferentes do que se conhece e informações rochosas imprevistas”. Assista a imagens da expedição.

O secretário destacou que a visibilidade gerada pela expedição demonstra a relevância de se estudar o Atlântico – motivo da criação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh). “O grande fato científico para o país foi que essas pesquisas do Shinkai vieram em um momento oportuno”, afirmou. O governo federal fundou a associação civil que, futuramente, deve se converter no Inpoh, como organização social.

De acordo com o embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa, o trabalho deve ainda formar recursos humanos em oceanografia, com possibilidade de intercâmbio acadêmico pelo programa Ciência sem Fronteiras. “Da primeira fase do projeto, além de Jamstec, CPRM e USP, participaram pesquisadores de cerca de 20 universidades dos dois países”, informou. “Espero que o Japão possa contribuir para o desenvolvimento da ciência e tecnologia brasileira e que nossas duas nações possam contribuir para o bem do mundo.”

O chefe da Divisão de Ciência e Tecnologia do MRE, Ademar Seabra, recordou que esse processo de “diplomacia de inovação” começou há três anos, quando MCTI e Jamstec iniciaram as conversas para explorar mares brasileiros com tecnologia japonesa. “A pujança dessa cooperação é um reflexo da pujança da interpenetração das duas sociedades ao longo da história”, completou.

Cooperação

Integrante da expedição, o diretor de pesquisas da Jamstec, Hiroshi Kitazato, enfatizou o caráter bilateral do trabalho. “Não houve uma liderança, no sentido real da palavra, mas uma parceria de ganha-ganha”, explicou. Ele apresentou resultados das duas “pernadas” da missão. Se a primeira parte se destacou pela possível descoberta de um continente submerso, a segunda encontrou indícios de “um mundo inóspito” na Bacia de Santos, jamais explorada antes por um submarino tripulado.

Já o pesquisador José Angel Pérez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), afirmou que o projeto entrou para a história da oceanografia brasileira. “Em muitos anos ainda estaremos falando sobre essa expedição”, previu. “O país pode afirmar uma posição de liderança na geração de conhecimento no Atlântico Sul. Nos dois lados do oceano, talvez neste momento nós sejamos a nação com melhores condições para exercer esse papel.”



Fonte: Rodrigo PdGuerra – Ascom do MCTI (atualizado em 28/05/2013)

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