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ADESG - Entrevista: pesquisadores falam sobre as surpresas reveladas em inquérito sobre crack

Entrevista: pesquisadores falam sobre as surpresas reveladas em inquérito sobre crack

Uma pesquisa compilou informações inéditas sobre o consumo de crack no Brasil, apontando que os usuários regulares desta droga e de formas similares de cocaína fumada (pasta-base, merla e oxi) somam 370 mil pessoas nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. O levantamento - o maior já realizado no mundo sobre o tema - foi feito pela Fiocruz, a pedido da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad). Seus coordenadores são Francisco Inácio Bastos e Neilane Bertoni, pesquisadores do Laboratório de Informação em Saúdepesquisadores do Laboratório de Informação em Saúde (Lis/Icict/Fiocruz). Poucos dias após a divulgação, os dois falaram ao site do Icict sobre o trabalho desenvolvido e as críticas e expectativas.

Leia a entrevista completa no site do Icict.

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Diante do levantamento, destacam: não é possível tratar o crack como um problema nacional homogêneo, uma vez que o estudo mostra que há diferenças regionais acentuadas. No Sul, 52% dos usuários de drogas ilícitas usam crack; na região Norte, são 20%, aponta Bastos. Dentre as surpresas que o levantamento revelou - derrubando algumas ideias pré-concebidas a respeito da droga - está a própria distribuição dos usuários pelo país. "Ao contrário do que se pensava, de o Sudeste ser a região com maior número de usuários, o que encontramos é que o Nordeste é a região cujas capitais têm uma maior prevalência/proporção de usuários, estatisticamente igual à região Sul. Mas em números absolutos, o Nordeste tem cerca de 148 mil usuários de crack/similares nas suas capitais, enquanto que a região Sul 37 mil. Ao contrário das grandes cracrolândias, com números elevados de usuários, no Nordeste as cenas são de pequenos grupos de três, cinco pessoas, até para chamar menos atenção em função de uma estrutura urbana distinta de, por exemplo, São Paulo, que é uma cidade mais densa", destaca Bastos.

Outro mito recorrente que a pesquisa derruba diz respeito ao tempo médio de uso. "O que se dizia é que a pessoa usaria o crack por um ano e morreria. Constatamos que isto não é uma verdade absoluta. Há pessoas que usam há 15 anos e outras que usam há menos tempo, mas o que encontramos foi uma média de uso de oito anos dentre os usuários", aponta o pesquisador. Mas talvez a revelação que mais impacto pode trazer para a formulação de políticas é sobre o desejo de escapar do vício: diferentemente do que se tem achado até então, quase 80% dos usuários no país têm vontade de receber tratamento.

Na entrevista, ele também explicou os moldes da pesquisa, que fugiu dos contornos tradicionais ao aplicar questionários para além dos domicílios. "A grande maioria da população que usa crack não está em casa, especialmente em horários em que as pesquisas domiciliares podem ser realizadas. Muitos não possuem domicílios fixos. Podem estar nas ruas, em abrigos, em comunidades terapêuticas, ou seja, dificilmente encontraremos essas pessoas em casa, em horário regular para responder a um inquérito tradicional".

Fonte: Fonte: Icict/Fiocruz

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