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ADESG - Engenheiro propõe método para troca de redes de água

Engenheiro propõe método  para troca de redes de água

As redes de abastecimento de água nem sempre deveriam ser substituídas apenas pelo seu tempo de uso, como usualmente é considerado no planejamento das empresas. É importante que outros critérios pesem na balança no momento de decidir sobre a reabilitação. “O envelhecimento das tubulações pode levar ao aumento da frequência de vazamentos e outras consequências, mas itens como qualidade e a pressão da água, índice de perdas e energia elétrica também devem ser observados”, acredita o engenheiro Alex Orellana. E foi este método analítico que ele se propôs a desenvolver para planejamento de reabilitação de redes de água na Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), Unidade de Negócio Norte.

O estudo foi realizado a partir do caso real de quase seis quilômetros de rede de água e com todos os dados verídicos da Unidade de Negócio Norte da Sabesp. Os resultados demonstraram que setores com tubulações que estariam em primeira ou segunda ordem de prioridade para serem substituídas, unicamente pelo critério da idade da tubulação, acabaram caindo para a décima posição. “O método aponta onde estão os pontos de pior desempenho e, a partir disso, monta-se uma planilha de priorização”, explica. O estudo rendeu o título de mestre ao engenheiro que apresentou o trabalho na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC).

Orientado pelo professor José Gilberto Dalfré Filho, Orellana conseguiu com a pesquisa provar que outros critérios são importantes na hora da decisão. Ele explica que as redes de abastecimento de água instaladas antes da década de 1970 já sofreram muita deterioração pelo tempo de uso. O tempo médio de duração da tubulação gira em torno de 50 anos. No entanto, a substituição destas tubulações é algo complexo e demanda um planejamento viável. “Um exemplo é imaginar que as reabilitações ocorreriam a 1% ao ano. Isto quer dizer que seriam necessários 16 anos para se concluir o processo, considerando que 1/5 do sistema estaria em condições de troca”, exemplifica.

Alex Orellana lembra ainda a questão dos custos para reabilitação. Em determinados casos, o processo fica muito mais oneroso em comparação com a instalação de um sistema novo. Com a crescente demanda para expansão das redes, substituir as tubulações antigas acaba sendo dispendioso para a empresa, sem considerar as tecnologias, que devem ser de ponta. Em uma rua movimentada, explica, é necessário recuperar o desempenho da rede sem destruir o espaço. “Este processo é algo difícil de alcançar. Por isso, as empresas não entram com fortes investimentos neste aspecto”, argumenta.

Nestes termos, explica, esta é uma das grandes contribuições da pesquisa, pois conseguindo determinar quais pontos apresentam pior desempenho, teoricamente o retorno financeiro também ocorrerá. “O estudo se mostra atraente, pois é possível reduzir o índice de perdas com melhoria da qualidade e, consequentemente, haverá retorno da economia de despesas”, atesta.

Fonte: Raquel do Carmo Santos/Unicamp

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