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ADESG - Da costela do escritor à máscara mortuária, exposição em SP relembra a vida e obra de Monteiro Lobato

Da costela do escritor à máscara mortuária, exposição em SP relembra a vida e obra de Monteiro Lobato

A imagem de uma santa impressa em papel, uma máscara mortuária feita em gesso pelo artista Victor Brecheret e uma cadeira de balanço são alguns dos objetos expostos na Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato que contam um pouco dos 66 anos da vida do escritor Monteiro Lobato, morto em 1948. A exposição foi montada em um pequeno espaço dentro da biblioteca, no centro da capital paulista, e desde junho, quando foi inaugurada de forma permanente, vem despertando a curiosidade das crianças que passam pelo local.

“As crianças gostam de tudo. Os três tópicos de maior sucesso no memorial são o buraquinho do Saci, em que se tem que achar o Saci escondido [olhando por um pequeno buraco na parede]; os pelos na máscara mortuária que o Brecheret fez; e a imagem da santa, que mexe com o emocional das crianças”, disse a diretora da biblioteca, Patricia Marçal Frias, durante visita que a Agência Brasil fez ao local.

Segundo Oiram Antonini, pesquisador do acervo Monteiro Lobato, a ideia de se criar um memorial dedicado ao escritor foi concebida pela primeira diretora da biblioteca, Lenira Fracaroli. “Quando Lobato foi operado, na década de 1940, Lenira pediu ao escritor um pedaço de sua costela. O Lobato atendeu ao pedido, e esse é o início do museu”, disse Antonini.

Um cilindro de vidro, contendo o pedaço da costela de Lobato, marca o início da exposição. “A exposição começa com uma parte dele, que é esse pedaço da costela, e termina com uma obra rara, que é a máscara mortuária do Brecheret, em bronze e em gesso. Em gesso, só nós da biblioteca temos”, informou o pesquisador.

No local estão também expostos um jogo de xadrez de Monteiro Lobato, móveis e roupas do escritor e pinturas produzidas por ele. “A exposição é, na verdade, uma extroversão do acervo que temos aqui na Monteiro Lobato. Ela é bem lúdica, bonita e de fácil compreensão. Trata-se de um memorial, um presente para toda a comunidade, contando a história, a vivência e a ideologia de Lobato”, disse Patricia Marçal.

Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 na cidade paulista de Taubaté. Cursou direito na Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo. Em 1911, quando recebeu de herança de seu avô uma fazenda, passou de promotor a fazendeiro. Nessa fase, colaborou com inúmeros jornais e revistas. Em 1917, vendeu a fazenda e mudou-se para São Paulo, onde passou a publicar suas obras e criou as personagens do Sítio do Picapau Amarelo. Foi dono de editora, jornalista, crítico de arte, tradutor e adido comercial da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos durante quatro anos. Morreu em 4 de julho de 1948, em São Paulo, deixando obras tanto para crianças e adolescentes como para adultos, entre elas, Urupês, Ideias de Jeca Tatu, As Reinações de Narizinho, Emília no País da Gramática e O Picapau Amarelo.

A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 8h as 18h e aos sábados, das 10 as 17h. A sala de leitura, a gibiteca e a área de periódicos abrem também aos domingos das 10h as 14h. A visita ao memorial é gratuita. Mais informações sobre a Biblioteca Monteiro Lobato podem ser encontradas em http://bijmlobato.blogspot.com/

Fonte: Elaine Patricia Cruz/Repórter da Agência Brasil

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