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ADESG - Conheça histórias de militares que se entregaram a este gesto de amor

Conheça histórias de militares que se entregaram a este gesto de amor

Em 2015, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 25 anos. Foi nessa lei que, pela primeira vez, ficou assegurado ao menor o direito de ser criado e educado por uma família, seja ela de sangue ou substituta. Hoje, o Brasil registra seis famílias interessadas para cada criança aguardando adoção, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A explicação para a estatística negativa, porém, não está somente na burocracia do processo, mas nas exigências feitas por muitas famílias, como idade e características físicas.

“Nem lembramos que não somos unidos pelo sangue, mas pelo amor”

Pais adotivos de Danilo, de 8 anos, o Suboficial Robson Nobre e a esposa não fizeram exigências. O menino é portador de Síndrome de Down e chegou à família ainda recém-nascido.

Danilo foi o oitavo filho biológico de uma família carente que procurou, já durante a gestação, pais adotivos que pudessem criá-lo. A notícia sobre a condição do bebê só foi conhecida no parto, devido à falta de acompanhamento médico em seu desenvolvimento. “Foi uma decisão muito difícil, pois éramos um casal novo, com poucos anos de matrimônio, e é um grande desafio assumir a responsabilidade pela criação de uma criança especial. Mas, mantivemos nossa decisão. Tudo que eu queria naquele momento era ser chamado de pai”, relembra.

O militar explica que os portadores da síndrome precisam de um acompanhamento multidisciplinar que estimule o desenvolvimento de sua capacidade cognitiva. Danilo faz aulas de capoeira, natação, equoterapia e é acompanhado por uma fonoaudióloga.

O suboficial e a esposa, Karla dos Santos Nobre, continuam na fila de adoção em busca de uma irmã para o filho, que tenha entre seis e dez anos. Essa faixa etária é pouco procurada pelas famílias brasileiras. Segundo dados do CNJ, 87% das crianças que aguardam por adoção têm mais de 5 anos. O militar foi selecionado para o Curso de Formação de Oficiais (CFO 2015), e deve aguardar a nova patente, em dezembro, para retomar o processo.

“Se alguém tem vontade de adotar e ainda não o fez está perdendo seu tempo, pois ter o Danilo como filho foi a melhor coisa que nos aconteceu. Ter um filho de coração é tão natural que nem lembramos que nós não somos unidos pelo sangue, mas pelo amor”, diz o suboficial.

“Fomos colocados como primeiros da fila por não determinarmos sexo, cor e idade das crianças

A separação de irmãos durante um processo adotivo deve ser evitada, segundo a legislação, devido aos traumas emocionais que estão envolvidos. O irmão, muitas vezes, é a única referência familiar da criança. Na prática, porém, a regra da manutenção do laço não é absoluta.

O Sargento David Gomes da Silva, do Esquadrão Guardião (2º/6º GAV), adotou um casal de irmãos e, mais tarde, trigêmeas. O militar conta que ele e a esposa, Cleonilde Silva da Silva, sempre tiveram planos de se tornarem pais adotivos. O sonho se concretizou há doze anos com os irmãos Maria Raquel e David Filho. Logo depois, vieram as trigêmeas Maria Vitória, Ana Rebeca e Maria Ester, com dez anos.

Segundo ele, a maior dificuldade da adoção é o preconceito alimentado pela família e amigos do casal. “Adoção não se trata de pegar uma criança para criar, mas é um outro tipo de parto, que nos dá o privilégio de sermos pais”, diz o sargento.

O casal desconhecia os trâmites burocráticos da adoção. Após a entrevista com a assistente social responsável, o militar e a esposa passaram para o primeiro lugar da fila. “A maioria dos nossos antecessores era criteriosa quanto ao sexo, cor e idade dos futuros filhos, e nós fomos simples e puros em nossas respostas, sem exigências, apenas com o intuito de nos tornarmos pais”, declara o Sargento David.

Fonte: Agência Força Aérea

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