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ADESG - Brasil fomenta a edificação de uma Autoridade Sul-Americana de Segurança Regional

Brasil fomenta a edificação de uma Autoridade Sul-Americana de Segurança Regional

[...] I – Segurança é a condição que permite ao País preservar sua soberania e integridade territorial, promover seus interesses nacionais, livre de pressões e ameaças, e garantir aos cidadãos o exercício de seus direitos e deveres constitucionais;

II – Defesa Nacional é o conjunto de medidas e ações do Estado,com ênfase no campo militar, para a defesa do território, da soberania e dos interesses nacionais contra ameaças preponderantemente externas, potenciais ou manifestas.[...](PND, 2012, p. 2)



O Crime Organizado Transnacional e a Segurança Hemisférica

A percepção supranacional do crime transnacional pode ser observada através das respostas políticas dadas pelas organizações internacionais, destacando-se a Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA) e União Européia (EU), as quais incorporaram em seu debate o impacto do crime organizado transacional na agenda global e a sua influência para a segurança mundial, e particularmente na Segurança Hemisférica do Continente Americano.

A Assembléia Geral das Nações Unidas, a partir de 1998, deliberou pela elaboração da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, cujo texto final foi firmado durante a Conferência de Palermo16 na Itália, realizada de 12 a 15 de maio de 2000, razão pela qual passou a ser também conhecida como Convenção de Palermo.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) considera o crime organizado transnacional como uma nova ameaça aos valores compartilhados pelos Estados membros para a garantia e manutenção da paz e da democracia, identificando de forma categórica, ameaças como o terrorismo, tráfico de drogas, corrupção, lavagem de ativos e tráfico de armas (SerOEA/Ser.K/XXXVIII CES/doc.14/03 add.13 dezembro 2003), sem contudo apresentar uma exata definição para o crime organizado transnacional.

O crime transnacional gera anualmente entre 1,6 e 2,2 bilhões de dólares (1,47 e 2,02 biliões de euros), segundo um relatório publicado pela Global Financial Integrity (GFI), uma organização de investigação e consultadoria sedeada em Washington.

O estudo da GFI -- com o título "Crime Transnacional e Mundo em Desenvolvimento" -- sublinha que a combinação de lucros elevados e riscos baixos para os agentes do crime transnacional e o apoio de um sistema financeiro mundial sombrio são um estímulo e perpetuam estes abusos.



Proposta brasileira de criar uma Iniciativa Sul-Americana de Segurança Regional




Ministro Raul Jungmann, com o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos Estados Unidos, Thomas Shannon acompanhado pelo embaixador do Brasil em Washington Sergio Amaral, Tenente-Brigadeiro do Ar Alvani Adão da Silva, Chefe de Assuntos Estratégicos (CAE) do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e autoridades do MD



O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse na sexta-feira (17/11) em Washington que a proposta brasileira de criar uma Iniciativa Sul-Americana de Segurança foi bem aceita por vizinhos do país, como Argentina, Colômbia e Uruguai. Segundo ele, a primeira reunião do grupo deve ocorrer no início do ano que vem, na Argentina. A decisão veio depois de uma reunião em Vancouver com o ministro da Defesa do país, Oscar Raúl Aguad, nesta quarta-feira (15/11).

A Iniciativa poderia evoluir, segundo o ministro, para uma Autoridade Sul-Americana de Segurança, porém isso ocorreria posteriormente. “A velocidade com que ela vai acontecer vai depender da reunião, da disposição e da boa vontade. Por nós, poderíamos caminhar rapidamente, porque a necessidade é grande e é urgente”, disse Jungmann.

Na União de Nações Sul-Americanas (Unasul), há um Conselho de Defesa Sul-Americano, porém, segundo o ministro, as atribuições dos dois órgãos não coincidem, já que o conselho é voltado para questões de defesa, enquanto a iniciativa, tratará de temas de segurança nas fronteiras e crime transacional. “O CDS, que é o Conselho de Defesa Sul-Americana, cuida de aspectos de integração das Forças Armadas, de base industrial de defesa e também de uma identidade sul-americana em termos de defesa. A iniciativa, que, por enquanto, é uma ideia a ser desenvolvida, está mais voltada ao combate ao crime transacional, ou seja, às drogas, à questão do contrabando de armas, à questão do descaminho”, afirmou.

O recrudescimento do crime no Brasil transcende à esfera da violência e pode passar a constituir uma ameaça à democracia e ao estado de direito, capturando instituições e criando, em alguns locais, um estado paralelo autoritário, no qual não há lei, liberdade nem direitos. Os últimos índices são alarmantes: mais de 60 mil mortes violentas por ano no país, dezenas de vezes maior do que guerras em qualquer área do mundo.

O crescimento da violência criminosa em nossas cidades e presídios está intimamente ligada ao crime transfronteiriço, ao tráfico de drogas e armas. Sendo assim, é cristalino que o combate ao crime organizado transnacional já não se pode dar exclusivamente nos espaços nacionais ou pelos organismos policiais internacionais existentes.

É necessário mais esforços para enfrentá-lo. A cooperação organizada estatal já existente deve ser consolidada com uma Iniciativa Sul-Americana na área de segurança pública, reunindo autoridades de segurança e defesa para o compartilhamento de informações e programas de reconhecido êxito, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), e a criação de programas efetivos e contundentes contra a criminalidade.

O Brasil pode e deve propor e coliderar essa iniciativa regional, tanto por suas dimensões continentais, pelo peso de sua economia e demografia, pela extensão de suas fronteiras, quanto por representar população das que mais sofrem com o contrabando de armas pesadas, o crescimento dos homicídios e roubos.

A Iniciativa tem como antecedente o plano regional estratégico de combate ao crime organizado transnacional lançado em 2012 pela Unasul. Em novembro de 2016, o presidente Michel Temer propôs o plano estratégico de fronteiras, por ocasião da reunião ministerial do Cone Sul, realizada em Brasília.

Nesse contexto, os ministérios da Defesa, Justiça, Relações Exteriores e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) organizaram reuniões bilaterais com países do “Arco Norte” — Colômbia, Peru e Bolívia — e também com os do Cone Sul para ampliar as medidas de segurança nas áreas de fronteira.

Se aceita, a Iniciativa poderia evoluir do atual nível de encontros técnicos para a conformação de uma Autoridade Sul-Americana de Segurança, a exemplo do Conselho de Defesa Sul-Americano.

Crime organizado transnacional: crescente ameaça à segurança nacional e internacional

O crime organizado transnacional representa uma ameaça cada vez maior à segurança nacional e internacional, com implicações terríveis para a segurança pública, a saúde pública, as instituições democráticas e a estabilidade econômica no mundo todo. As redes criminosas não apenas estão se expandindo como também estão diversificando suas atividades, o que resulta na convergência de ameaças que antes eram distintas e hoje têm efeitos explosivos e desestabilizantes.

Os países em desenvolvimento podem ser particularmente suscetíveis à penetração do crime organizado transnacional. A penetração do crime organizado transnacional nos Estados está se aprofundando, levando a cooptação em alguns casos e maior enfraquecimento da governança em muitos outros. Apesar do evidente sucesso do combate ao tráfico de drogas nos últimos anos, particularmente contra o comércio de cocaína, as drogas ilícitas continuam sendo uma ameaça para a saúde, a segurança e o bem-estar financeiro do continente sul americanos.

A demanda de drogas ilícitas, tanto nas Américas quanto na Europa, alimenta o poder, a impunidade e a violência de organizações criminosas no mundo todo. A expansão do tráfico de drogas vem quase sempre acompanhada de aumentos locais drásticos do crime e da corrupção, conforme as Nações Unidas detectaram em regiões como a África Ocidental e a América do Sul. As redes do crime organizado transnacional — inclusive quadrilhas transnacionais — vêm se expandindo e se desenvolvendo, ameaçando a segurança dos cidadãos e a estabilidade dos governos por toda a região, com implicações diretas na segurança interna.

Nações se organizam por meio de cooperação mútua, mormente aderindo a Convenções e Tratados internacionais. O Conselho de Segurança da ONU abordou a questão do tráfico de drogas como uma ameaça à segurança internacional.O Secretário Geral, Ban Ki-moon advertiu que “o tráfico de drogas está se convertendo numa ameaça cada vez mais grave, que afeta todas as regiões do mundo”.

Os Estados são chamados a fortalecer a cooperação internacional, com base numa responsabilidade compartilhada de luta contra as drogas e atividades correlatas, como o tráfico de armas e lavagem de dinheiro, praticados com alta tecnologia, geralmente em atividades organizadas.Nesses esforços de combate a narcóticos deve-se aplicar todas as ferramentas disponíveis para garantir que os avanços sejam permanentes e sustentáveis aos aliados internacionais. Esses esforços deverão incluir programas de assistência complementares e abrangentes em todo o espectro de prevenção, intervenção e aplicação da lei, a redução da disponibilidade das drogas ilícitas, o aperfeiçoamento da segurança nacional e internacional e condução do chefes das redes do crime organizado transnacional à Justiça.

Fatos Portadores de Futuro

Quando estudamos a concepção de Cenários Prospectivos na Escola Superior de Guerra, neste caso definindo como tema estratégico a edificação de uma Autoridade Sul-Americana de Segurança Regional, e de sua provável evolução nos âmbitos nacional e internacional, com vista ao emprego do Poder Nacional para o alcance e preservação dos Objetivos Nacionais, podemos avaliar alguns Fatos Portadores de Futuro que servirão de base para a obtenção, pela técnica de Brainstorming, dos eventos futuros.

Fatos Portadores de Futuro- São fatos de comprovada existência, sinalizadores de uma possível realidade que irá se formar no futuro, isto é, fenômenos ou circunstâncias, relacionados com cada uma das dimensões em estudo. Segundo Michel Godet, são “sinais ínfimos por suas dimensões presentes, mas imensos por suas conseqüências e potencialidades virtuais”. Existem FPF que indicam a manutenção do rumo atual dos acontecimentos, ou seja, reforçam a tendência. Outros, que podem ser pequenas sinalizações, muitas vezes de difícil percepção, indicam rupturas no rumo atual dos acontecimentos. Os temas abaixo são Fatos Portadores de Futuro assim como o AMAZONLOG17.

Fato Portador de Futuro

Alterações na legislação no combate ao tráfico de drogas e de armas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criou em 09 de outubro do corrente ano uma comissão de juristas para elaborar um anteprojeto de lei sobre o combate ao tráfico de drogas e armas no País. O grupo será presidido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e terá quatro meses para elaborar um anteprojeto com “medidas investigativas, processuais e de regime de cumprimento de pena”.

De acordo com Rodrigo Maia, o combate à criminalidade organizada é prioridade absoluta. “São necessárias alterações legislativas que garantam o intercâmbio de policiais e o uso compartilhado de informações e equipamentos de inteligência, bem como a cooperação entre as equipes de perícias e apoio tecnológico em laboratório forense, especialmente em lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas”, explicou o presidente.

No texto que cria a comissão, Maia deixa claro que parte das atenções do grupo deverá se voltar para a adoção de “mecanismos modernos” para o combate à criminalidade. Entre eles estaria o uso de novas tecnologias e uma atualização da legislação que permita a assistência mútua, o apoio logístico e as ações conjuntas entre os diversos órgãos de segurança espalhados pelo país. Outra preocupação é com a interligação dos sistemas de controle de tráfego viário das fronteiras com aqueles operados por estados e municípios — inclusive com o uso de imagens de videomonitoramento.

O desenvolvimento de novas regras que facilitem o intercâmbio entre forças policiais e o compartilhamento de informações de inteligência é outra preocupação, inclusive para facilitar a cooperação entre equipes de perícia, especialmente as focadas em lavage

Fato Portador de Futuro

CCJ aprova admissibilidade de PEC que inclui guardas municipais entre órgãos de segurança pública

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou no dia 30 de outubro a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 275/16 que inclui as guardas municipais entre os órgãos da segurança pública e equipara o regime de previdência de seus profissionais aos policiais civis e militares.

A justificativa reside no fato de que deve ser criada a polícia municipal no âmbito interno municipal, de onde já atuam as Guardas municipais. A área de segurança pública já é compartilhada por órgãos federais (como a Polícia Federal) e estaduais (as Polícias Militares, por exemplo) e, cada vez mais, pelas Guardas Municipais — que demonstram que os municípios também se ocupam dessa atividade.

Com a onda de violência que toma conta do país o modelo de segurança facultado apenas aos Estados membros e a União se mostra ultrapassado. Os municípios através de suas Guardas Civis já participam da Segurança Pública de fato, bem como a versatilidade das Guardas em ser utilizada nos mais diversos tipos de policiamento justifica o título de um ente de segurança pública comunitária e versátil, pois sempre está mais próximo dos acontecimentos da comunidade, por residir e conviver nas cidades.

Os guardas municipais são regidos pelo Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei nº 13.022/14) e respondem pela segurança de bens, serviços e espaços públicos do Município.

Fato Portador de Futuro

Nova Administração na Secretaria Nacional de Segurança Pública

Em 20 de abril do corrente ano tomou posse o novo secretário nacional de Segurança Pública, general de divisão da reserva do Exército Brasileiro Carlos Alberto Santos Cruz.

Sua primeira participação na Organização das Nações Unidas- ONU foi no Haiti, como comandante das tropas das Nações Unidas naquele país. General Santos Cruz esteva na função por dois anos e três meses, de janeiro de 2007 a abril de 2009. Quando desembarou no Haiti, os grupos criminosos, as famosas “street gangs”, estavam concentradas no bairro de Cité Soleil e com completo controle da área já fazia alguns anos. As tropas da ONU possuíam alguns pontos já estabelecidos no interior da área, chamados de pontos fortes. Incontinenti sob seu seguro comando, a decisão foi de acabar com esse domínio de gangues sobre a área e sobre a população local, a fim de possibilitar o restabelecimento da autoridade pública.

Segundo o General Santos Cruz, para entrar em combate há necessidade de equipamento, treinamento, conhecimento, mas principalmente determinação, vontade de vencer, liderança, percepção e decisão. Há necessidade de manter um ritmo forte nas ações e ter capacidade de escalar o conflito se for preciso. Todo o aparato militar de tecnologia, armamento, logística, apoio de fogo, precisa ser utilizado na sua eficiência máxima. No nível de execução da segurança, as polícias civis e militares precisam ser valorizadas, equipadas, receber investimentos, ter seus problemas econômicos e sociais bem equacionados, com adequada proposta profissional, e apoiadas, para que possam realizar seu trabalho com eficácia e segurança.

O General Santos Cruz, está estruturando a Secretaria Nacional de Segurança Pública com apoio do Almirante Alexandre Mota e aguerrida equipe com novas estratégias de integração. Podemos citar o 1º Seminário de Integração e Interoperabilidade em Segurança Pública, realizado em Brasília (DF). O encontro, ocorrido entre os dias 06 e 10 deste mês com representantes dos 26 estados e Distrito Federal, além das polícias Federal e Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O objetivo foi de preparar a implementação de um sistema em parceria com todos os centros de operações dessa natureza no país.

Durante o seminário, foram apresentados os projetos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ) - que organizou o seminário - e dos demais órgãos federais participantes. Os representantes das secretarias estaduais de Segurança Pública foram atualizados na identificação de ferramentas e sistemas de informações utilizados pelos diversos órgãos policiais ou de bombeiros estaduais visando discutir as possibilidades e dificuldades para interoperabilidade dos diferentes sistemas de informações e de comunicações.

Fato Portador de Futuro

Acordos entre Brasil e os Estados Unidos da América reforçam combate ao crime transnacional

Com foco na repressão ao tráfico de drogas, de armas e até de pessoas, além de repressão aos crimes financeiros, Brasil e Estados Unidos ratificaram acordos bilaterais durante viagem do ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, em julho deste ano, a Washington (USA).

Segundo o ministro, os acordos garantem repasse de tecnologia e reforço no combate a crimes transnacionais. “A tecnologia é fundamental quando pensamos na extensão dos crimes, nas organizações criminosas e nas relações internacionais. Não adianta somente fazer concurso público para contratar mais profissionais, quando se é necessário operar satélites, drones e gerenciar 17 mil km de fronteira terrestre”, explicou o ministro.

Além da modernização do sistema, Jardim ressaltou o processo em andamento de integração entre os órgãos que compõem a pasta – Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e Fundação Nacional do Índio (Funai).

A viagem do ministro também garantiu o retorno da Polícia Federal ao quadro da Ameripol, órgão ligado à Organização dos Estados Americanos (OEA) e que reúne polícias de vários países do continente.

O primeiro acerto com o governo norte-americano envolve o Ministério da Justiça e o Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos USA (ATF – sigla em inglês). Profissionais daquele país irão compartilhar expertise na identificação e no rastreamento de armas roubadas. Parceria permitirá investigar quem são os fornecedores de armamento e quais são as rotas do crime de tráfico internacional.

Já em acordo firmado com o Departamento de Estado dos USA será garantido o treinamento de profissionais brasileiros no esquema tático de inteligência contra o tráfico de drogas e de seres humanos.

Instrutores norte-americanos virão ao Brasil para capacitar os agentes nacionais. Além da PF e da PRF, o Ministério da Justiça irá estender o acordo aos estados e possibilitará capacitação de polícias de todo o País.

Fato Portador de Futuro


O AMAZONLOG17 iniciou uma nova etapa de Cooperação Internacional efetiva nas Américas aglutinando políticas e estratégias no campo da ajuda humanitária e um embrião na edificação de uma Autoridade Sul-Americana de Segurança Regional (Segurança Hemisférica) estabelecendo diretrizes para socorro a vítimas em caso de catástrofes na região da tríplice fronteira amazônica, agregando valor ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e com aderência ao Marco de Sendai.

O AmazonLog17 deverá tornar-se o passo inicial na criação de uma Brigada Humanitária interagências sob o controle do Exército Brasileiro.De acordo com o comandante Logístico do Exército Brasileiro, o general-de-exército Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, a proposta é que o AmazonLog seja pontapé inicial na criação de uma Brigada Humanitária pronta para intervir em qualquer calamidade existente nos países sul-americanos, ajudando a população atingida por terremoto, furacão, enchente, seca (ou questões humanitárias).

Segundo o general, uma ação rápida e profissional faz a diferença nessas ocasiões. “Tivemos um terremoto no México recentemente, e vimos como é difícil mobilizar os meios de resgate e socorro. A dificuldade em reagir à calamidade pode fazer com que muitas pessoas morram por falta de um bom atendimento”, diz o general.


Foi atestado que a Logística Nacional, atuou intensamente nos campos da Segurança e do Desenvolvimento, ao prever e prover os recursos e meios necessários à realização das ações impostas pela Estratégia Nacional (AMAZONLOG), demonstrando a capacidade dos País de conquistar e/ou manter seus Objetivos Nacionais Permanentes.


Necessidades Básicas

Aprovação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública (FNDSP)

O Plenário do Senado deveria votar, na terça-feira, 7 de novembro passado, a PEC 24/2012, que cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública (FNDSP). O objetivo é financiar ações para capacitar, equipar e integrar as forças policiais dos estados. A proposta está pronta para a votação em primeiro turno.

O texto transfere para o FNDSP dois tributos pagos pelas indústrias de armas e material bélico: o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), recolhido pela União, e o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e Distrito Federal. O fundo é formado ainda pelo Imposto Sobre Serviços (ISS) pago pelas empresas de segurança privada aos municípios. O novo fundo também prevê que parte da arrecadação de impostos pagos pelas indústrias bélica e de armamentos, empresas de segurança privada e instituições financeiras, bem como a metade do que for recebido em leilão judicial de bens e mercadorias de origem ilícita, seja destinada ao setor.

Na rubrica atual, o dinheiro vem basicamente do Orçamento da União e é repassado por meio de convênios a partir da apresentação de projetos pelos estados. O texto em debate prevê que a execução será feita mediante transferência para os estados e o Distrito Federal. Uma lei complementar regulamentaria a distribuição e a aplicação.

Necessidades Básicas

Operacionalizar e integrar o Sistema Nacional de Inteligência

É vital alicerçar uma doutrina de inteligência nacional bem com uma maior integração do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) iniciando pelos Estados Membros e Municípios. A mudança na Secretaria Nacional de Segurança Pública além de ser um importante Fato Portador de Futuro estabelecerá padronização de processos, fortalecimento da Inteligência Estratégica, integração de atores e efetiva operacionalidade do Sistema Nacional de Segurança Pública. Um dos pontos em que sugerimos é uma doutrina nacional para o Sistema de Comando em Incidentes visto que a Senasp assumiu a unidade, que integrava a estrutura da extinta Secretaria Extraordinária de Segurança de Grandes Eventos (Sesge/MJ), e retomou a implementação de ações integradas entre órgãos de segurança - inclusive operações buscando a Integração e Interoperabilidade em Segurança Pública com implementação de um sistema em parceria com todos os centros de operações dessa natureza no país.

Considerações Finais



"O futuro não é um lugar para onde estejamos indo, mas um lugar que estamos criando; o caminho para ele não é encontrado, mas construído, e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino."

(John Schaar - escritor norte-americano)



O tráfico de drogas é a maior fonte de renda do crime organizado. Através dessa atividade, o crime organizado transnacional ameaça as sociedades latino-americanas e as instituições dos Estados, a democracia e o desenvolvimento. Enquanto fator incidente diretamente no Brasil, o narcotráfico traz drásticas consequências psicológicas, sociais, culturais e estruturais para o país e o Continente Americano.

Os esforços de combate aos narcóticos deverão aplicar todas as ferramentas disponíveis para garantir que os avanços sejam permanentes e sustentáveis aos aliados internacionais. Esses esforços devem incluir programas de integração regional complementares e abrangentes em todo o espectro de prevenção, intervenção e aplicação da lei. Compondo uma união de esforços Regional, será possível o aniquilamento das principais redes do crime organizado transnacional nas Américas, envolvidas em tráfico de drogas, reduzindo a disponibilidade das drogas ilícitas, inibindo o financiamento do crime organizado e aperfeiçoando diretrizes na segurança hemisférica.

O comandante do Amazonlog17, General de Exército, Guilherme Theophilo, afirma que interromper o modus operandi destas organizações criminosas não depende só das Forças Armada e sim um esforço conjunto: A Polícia Federal é a responsável pela segurança nas fronteiras e eles contam com o apoio das Forças Armadas. Nós não temos capilaridade para fazer proteção em toda a fronteira, ninguém tem para fazer esta proteção sozinho. Diferentemente, eu visitei o sistema de vigilância, o monitoramento de fronteira de Israel. Israel é um país muito pequeno e tem inimigos de todos os lados. Então, eles têm um sistema de vigilância perfeito, por meio do qual vigiam cada metro da fronteira. Nós temos que desenvolver tecnologias que possam nos apoiar nessa vigilância da fronteira.Trabalhar com parceiros internacionais para reduzir a oferta e a demanda globais de drogas ilegais e assim negar financiamento às redes do crime organizado transnacional.

A política externa de um país é composta pelos interesses estratégicos de cada Estado para proteger os interesses nacionais e atingir os seus objetivos por meio das relações internacionais. Neste caso, a edificação de uma Autoridade Sul-Americana de Segurança Regional, é interesse estratégico nacional e regional, ou seja impactando na Segurança Hemisférica das Américas, focada no tráfico de drogas, armas e ajuda humanitária, momento em que o Brasil estimula uma parceria Regional com cenário positivo contra o crime organizado transnacional . Podemos definir esta parceria como um processo pelo qual diferentes atores devam acordam um meio de alcançar um objetivo específico, o qual representa a soma do esforço e da vontade das partes. Por isso, tal relação implica em os atores envolvidos terem um princípio de responsabilidade mútua, pois o resultado de sua parceria chega através da sua articulação e integração neste projeto inovador.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann ao discutir esta estratégia em Washington com o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos Estados Unidos, Thomas A. Shannon Jr., provocado a criação de uma autoridade sul-americana de segurança, solidifica a posição do Brasil como influente ator regional agregando valor na agenda internacional e no fortalecimento do Poder Nacional. Destarte, o AmazonLog17, sendo medular, demonstrou a importância e liderança brasileira no Exercício Multinacional Interagências de Logística, corroborado para a premência de alicerçar uma Agência Regional na seara da Proteção Civil e da Segurança Hemisférica.



Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2017/11/17/internas_polbraeco,641755/reuniao-para-criar-iniciativa-sul-americana-de-seguranca-sera-na-argen.shtm

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-11/reuniao-para-criar-iniciativa-sul-americana-de-seguranca-sera-na

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SEGURANCA/546332-RODRIGO-MAIA-CRIA-COMISSAO-DE-JURISTAS-PARA-FORTALECER-O-COMBATE-AO-TRAFICO-DE-DROGAS-E-ARMAS.html

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SEGURANCA/547367-CCJ-APROVA-ADMISSIBILIDADE-DE-PEC-QUE-INCLUI-GUARDAS-MUNICIPAIS-ENTRE-ORGAOS-DE-SEGURANCA-PUBLICA.html

https://nacoesunidas.org/onu-combate-a-crimes-transnacionais-depende-de-cooperacao-internacional/

https://www.rtp.pt/noticias/economia/crime-transnacional-gera-anualmente-entre-16-e-22-bilioes-de-dolares_n991478

http://www.brasil.gov.br/defesa-e-seguranca/2017/07/acordos-entre-brasil-e-eua-reforcam-combate-ao-crime-transnacional

http://terracoeconomico.com.br/crimes-transnacionais-gangues-armas-drogas-e-desenvolvimento-da-america-latina

http://tecnodefesa.com.br/comando-logistico-prepara-a-criacao-de-uma-brigada-humanitaria-apos-o-amazonlog-2017/

http://www.justica.gov.br/noticias/brasil-quer-integrar-comando-e-controle-de-operacoes-de-seguranca-publica

http://www.defesa.gov.br/noticias/36889-jungmann-tem-reuniao-com-setor-aeroespacial-privado-norte-americano







Fonte: José Ananias Duarte Frota

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