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ADESG - Brasil exerce papel de relevância no mundo árabe, diz professor

Brasil exerce papel de relevância no mundo árabe, diz professor

Há mais de um ano eclodiram vários protestos no mundo muçulmano, instaurando uma crise na região, que começou na Tunísia e depois se estendeu a outras regiões. Para os especialistas, os conflitos estão concentrados atualmente na Síria, Líbia, no Egito, Iêmen e Bahrein. Nesse cenário, o Brasil passou a ocupar um papel de relevância, principalmente por causa do comércio mantido com esses países.

Para o professor Murilo Sebe Bon Meihy, do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, a relação do Brasil com os países muçulmanos cresce a cada década e torna o papel do governo brasileiro fundamental. “O Brasil vem construindo uma relação que já rendeu muitos frutos desde os governos militares e principalmente depois dos anos 1980”, disse ele à Agência Brasil.

Meihy destacou o fato de o Brasil ser um dos observadores da Liga Árabe (formada por 22 nações) e não pertencer ao chamado mundo árabe. “Essa é uma indicação de relevância do Brasil para os países da região”, acrescentou. “O Brasil costura muito bem essas alianças na região a partir do momento em que respeita as peculiaridades e também administra tensões.”

Para o professor e emissário do Brasil para o Oriente Médio mais a Turquia e o Irã, o embaixador Cesário Melantonio Neto, os cinco países que devem ser observados de maneira mais atenta pela comunidade internacional são a Síria, Líbia, o Egito, Iêmen e Bahrein. A seguir, o detalhamento da situação em cada um desses países.

Na Síria, há dez meses o governo do presidente Bashar Al Assad é alvo de protestos generalizados. Assad está no poder há 11 anos, assumindo o governo após a morte do pai Hafez Al Assad, que foi eleito presidente para cinco mandatos consecutivos. Ele é acusado de ações de desrespeito à democracia e violações aos direitos humanos. As Nações Unidas estimam que cerca de 5 mil pessoas morreram no país em decorrência dos confrontos.

A Líbia, depois de viver a mais longa ditadura que há no mundo com o presidente Muammar Al Khadafi, que ficou 41 anos no governo, é comandada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT). Os dirigentes do órgão são acusados de manter a mesma estrutura política, econômica e social de Khadafi – morto em outubro de 2011. O clima de tensão é constante no país.

No Egito, após a renúncia do presidente Hosni Mubarak, que ficou quase três décadas no poder, instaurou-se uma nova fase política após 18 dias de intensos protestos. Uma Junta Militar governa a região e houve eleições parlamentares, garantindo maioria para os partidos muçulmanos. Nas ruas, os manifestantes mantêm os protestos, exigindo dos militares a passagem do poder para os civis e eleições presidenciais até julho deste ano.

No Iêmen, está no poder há mais de três décadas o presidente Ali Abdullah Saleh, que resiste em deixar o cargo. Após sofrer um ataque e ter parte do corpo incendiado, Saleh prometeu que iniciará um período de transição democrática. Mas, por enquanto, ainda é apenas uma promessa. Ele assumiu depois de um golpe militar com mandato presidencial de sete anos, mas a cada votação Saleh tem sido reeleito.

O Bahrein há 11 meses vive sob tensão devido aos embates entre manifestantes – xiitas e sunitas – e agentes de segurança do governo. Militares da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes foram chamados para tentar manter a ordem no país, mas houve rejeição a eles. Sob liderança da maioria xiita (cerca de 70% da população) que quer reformas políticas e sociais, os manifestantes se queixam da monarquia de Hamad Bin Isa Al Khalifa que representa o poder dos sunitas (os demais 30%).

Fonte: Renata Giraldi*Repórter da Agência Brasil

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