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ADESG - Brasil é o 76° colocado em ranking que avalia generosidade da população

Brasília – Em um ranking internacional de generosidade que avaliou o grau de envolvimento da população em ações de caridade, os brasileiros ocupam o 76º lugar. Na América Latina, o Brasil aparece atrás de 15 países, empatado com a Argentina e a Nicarágua. As informações são da agência BBC Brasil.

A liderança ficou com a Austrália e Nova Zelândia. Em segundo lugar, aparecem empatados o Canadá e a Irlanda, e em terceiro, a Suíça e os Estados Unidos. Foram analisados 153 países pela organização não governamental Charities Aid Foundation, que criou o World Giving Index (Índice da Generosidade Mundial, em tradução livre). Essas nações concentram 95% da população mundial.

Os entrevistados responderam a perguntas sobre doações para entidades beneficentes, tempo gasto em trabalho voluntário e ajuda a estranhos. Na relação dos países que integram o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), os brasileiros são os mais generosos. Depois vêm os indianos (134º lugar), russos (138º), e chineses (147º).

Os cincos últimos do ranking são a Grécia, Sérvia, Ucrânia, o Burundi e Madagascar. Em cada país, foram entrevistadas mil pessoas que vivem em centros urbanos. Em países mais populosos, como a China e Rússia, a amostragem foi feita com 2 mil entrevistados.

O índice leva em consideração três aspectos: doação de dinheiro para organizações, trabalho voluntário e ajuda a pessoas estranhas. No Brasil, quase metade dos entrevistados (49%) disse ter ajudado pessoas que não conheciam no último mês.

O índice no qual os brasileiros demonstram menos solidariedade é o de trabalho voluntário – 15% afirmaram ter se voluntariado em alguma organização no último mês. Em países que lideram o ranking, como a Austrália, Suíça e os Estados Unidos, o índice é mais do que o dobro do brasileiro.

No Haiti, país que atravessou crises políticas e foi atingido por um terremoto de grandes proporções em janeiro deste ano, 38% dos entrevistados disseram que fazem trabalho voluntário. Um em cada quatro entrevistados no Brasil afirmou que contribui com dinheiro para alguma organização, que inclui instituições de caridade, partidos políticos ou igrejas. Na Austrália, país que lidera o ranking ao lado da Nova Zelândia, 70% das pessoas entrevistadas afirmaram que doam dinheiro para entidades sociais.

Segundo a Charities Aid Foundation, as ações caridosas variam muito entre os países devido a diferenças culturais. Cada nação tem conceitos diferentes sobre o que é ser generoso. No entanto, a pesquisa identificou um padrão global: quanto mais velhas as pessoas, mais generosas elas costumam ser. Segundo a entidade, isso tem relação com o melhor nível econômico dos mais velhos em cada país.

Edição: Juliana Andrade

Fonte: Agência Brasil

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