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ADESG - A evolução é a única saída que os dinossauros contemporâneos têm para evitar o fim.

A evolução é a única saída que os dinossauros contemporâneos têm para evitar o fim.

O Controle Fiscal Contábil de Transição (FCONT), obrigação acessória que atinge os contribuintes do imposto pelo regime do lucro real, e a Escrituração Fiscal Digital do PIS/PASEP e da COFINS (EFD-PIS/COFINS), voltada também àqueles que operam no regime do lucro presumido, não devem ser desprezados, mas nem por isso têm que ser temidos. Podem e devem ser compreendidos, para que o dia-a-dia das empresas por eles atingidas transcorra com certo grau de naturalidade.
Neste instante, pouco importa se gostamos ou não de mais estes projetos oriundos do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Precisamos conhecê-los bem para que nossas empresas tenham condições de focar aquilo que é relevante nos mercados em que atuam.
Reconheço que em certo sentido é até compreensível que alguns se sintam atemorizados por estas escriturações digitais, já que o novo tende a se apresentar como ameaçador, num primeiro contato. Com o tempo a situação geralmente melhora, porque, ao enfrentarmos os desafios, aumentam nossas chances de sobrevivência.
Quando olhamos atentamente para os nossos “primos” ext s - os dinossauros - temos condições de entender o tipo de problema que tiveram diante de si, sem que, contudo, obtivessem êxito. A história o confirma. Eram poderosíssimos, porém extremamente lentos no que poderíamos didaticamente conceber como processo decisório.
Sem que nos preocupemos agora com os encontros e desencontros das pesquisas científicas acerca das prováveis causas que teriam acabado com o império daquelas beldades, com certa facilidade conseguimos perceber que essencialmente foram vítimas da incapacidade de se manterem em s nia com o clamor dos novos tempos que as assombravam.
O resultado desta resistência inadequada é conhecido por praticamente todos atualmente: sobraram pilhas e mais pilhas de ossos... Apesar dos esforços, nossos estudiosos e mesmo os museus não conseguiram ainda catalogar a todos...
É até possível que um dia venhamos a descobrir o que realmente os extirpou da face da Terra. Enquanto isto não ocorre, suas vozes continuarão a ensinar aqueles que quiserem aprender com a Natureza acerca do segredo da sobrevivência: adaptabilidade. Isto mesmo, sem rodeios, a evolução é a única saída que os dinossauros contemporâneos têm para evitar o fim, talvez prematuro, de suas empresas ou carreiras.
Concordo que teríamos muitos motivos para a lástima: há um cabedal de obrigações, além da elevada carga tributária; é um completo absurdo o grau de redundância existente entre os controles, demonstrativos e declarações que nos afligem; nossos técnicos têm tido mais dificuldades para acompanharem as mudanças do que seria o razoável; convivemos com vícios crônicos no fornecimento dos dados que a legislação exige, gerando contradições autodestrutivas, as quais nem sempre percebemos tempestivamente; e assim por diante.
Entretanto, parece-me inadmissível que entreguemos o jogo, como se tivéssemos vendido a própria derrota. Não, não tem que ser assim. Na realidade, é perfeitamente plausível que, apesar das dificuldades, conservemos o caráter ao longo do combate. Podemos até não lograr uma pontuação tão elevada, mas certamente teremos o vigor para resistir e quem sabe inverter o placar. Na prática, o trio “poeira, suor e sangue” tem que ser visto como genuíno aliado de uma caminhada comprometida com o sucesso.
Seguramente, muito mais poderia ser refletido aqui, todavia, concluirei com uma das lições de um de meus valorosos mestres: “Diante de problemas podemos basicamente adotar três atitudes: enterramos nossas cabeças, na ilusão de que os desafios não irão nos atingir; fugimos, na ingenuidade de pressupor que as dificuldades não nos seguirão; ou, dispostos a sucumbir nas mãos dos adversários, os combatemos até o fim - de preferência, que seja o deles, não o nosso, claro!”.

Fonte: Ariovaldo Esgoti

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