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ADESG - A Contabilidade tem muito a oferecer às empresas

A Contabilidade tem muito a oferecer às empresas

Somente por ingenuidade alguém defenderia que o novo modelo contábil - ou mesmo o antigo - é tudo o que os gestores precisam para alavancar os negócios, colocando a empresa naquele patamar em que, além de justificar a sua existência na sociedade, proporcione o retorno necessário à manutenção do interesse pelos investidores.

Tal ideia faz tanto sentido quanto a pressuposição de que para a instalação da justiça basta a existência de leis perfeitas ou que para a erradicação da miséria tudo o que o governo precisa fazer é distribuir a riqueza da nação, ou ainda que o estadista genuíno é aquele que coloca o seu interesse sempre em segundo plano.

Aliás, algo que o mundo desses dias tem exigido de todos é que, a despeito das contradições emanadas de várias de nossas lideranças, haja ânimo para prosseguir em busca de modelos que se, por um lado, ampliem as chances de prosperidade dos envolvidos ou atingidos, por outro, que o façam com o menor comprometimento possível dos recursos ambientais dos quais se valem.

Neste sentido, é inegável que a Contabilidade tem muito a oferecer à gestão dos empreendimentos porque, por mais que se tente confiná-la a escolas ou ideologias, é detentora de tamanho grau de dinamismo que só por má-fé ou pura incompetência dos responsáveis pelo sistema de informações os investidores deixariam de contar no processo decisório com tecnologias que desvendam performances, esquadrinham cenários e revelam o valor real da empresa.

Isto significaria que basta investir na instalação ou desenvolvimento de um bom programa de computador? Certamente que não, pois da mesma forma que a televisão não destruiu nem o rádio nem o teatro, que o robô não substituiu totalmente o trabalho humano, que a rede mundial de computadores não acabou com os jornais, isto para que fiquemos com três das áreas que tiveram que se repensar para a sobrevivência, os melhores sistemas computacionais são inoperantes sem a atuação de indivíduos que saibam o que fazer diante dessas tecnologias e que sejam proficientes nas demandas de seu campo de atuação.

Em paralelo às questões de ordem técnica que permeiam a discussão, não devem ser deixadas à parte as premissas éticas que estão implícitas na organização das equipes que tentam dar suporte à viabilidade dos negócios, já que um grupo de trabalho constituído, por exemplo, por pós-doutores que perseguissem de forma velada a cabeça de seus pares, mesmo contando com o que há de superior em tecnologia, poderia muito pouco ou quase nada. Como se depreende de um antigo slogan: “a união [realmente] faz a força”.

Visto ser pouco provável que o empresariado deixasse de investir na reciclagem daqueles recursos indispensáveis ao êxito de seu projeto, geralmente resistindo quando não está satisfeito com a relação custo-benefício das medidas, cabe a indagação sobre o que, de fato, costuma bloquear o progresso dos colaboradores no domínio de tecnologias de vanguarda, não raro, expondo a empresa a riscos desnecessários, seja pelo apoio a gastos equivocados, seja pela formação de passivos ocultos.

Neste tipo de investigação, é plausível o questionamento da qualidade dos currículos envolvidos, principalmente, porque verificamos o comprometimento da formação profissional em índices bem próximos aos do crescimento da oferta de cursos em universidades e faculdades, que simulam o ensino enquanto seus incautos alunos fazem de conta que aprendem, imaginando que o acesso a ferramentas de marketing seja o bastante. Apesar de necessário, o diploma por si só é inócuo.

Por certo, são muitos os desafios, mas apesar disso é possível alavancar os negócios, seguramente. O ideal é que os gestores, cientes da importância de seu papel, consigam adequar o planejamento à realidade e que sejam assessorados por técnicos que, além de credenciais, tenham garra no cumprimento de seu ofício, superem a noção míope de que o outro é dispensável, consigam se especializar nos temas relevantes de seu mercado e saibam administrar criativamente as dificuldades provocadas pela escassez de recursos e, não menos importante, pelo dinamismo próprio do mercado.





Fonte: Ariovaldo Esgoti

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