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ADESG - A roupa do Reipor Luiz Carlos de Albuquerque

O exercício de uma liderança autêntica e confiável passa pelo respeito à verdade.

Até porque, independente das palavras e da argumentação utilizadas, a realidade acaba por surgir incontrastável e faz valer o seu peso.

O oposto é a distorção dos fatos, o uso abusivo de falsas evidências com o propósito de criar um clima em que se confunde a imagem do salvador com a de quem está no exercício do poder.

É nas situações de crise que mais fica evidente a falsidade de um discurso que, sob o pretexto de transmitir tranqüilidade, busca realmente preservar do desgaste a figura do responsável principal, desgaste decorrente da impossibilidade que tem, quando não de sua incapacidade, de encontrar as soluções mais adequadas ou menos traumáticas.

A verdadeira liderança não se confunde com a imagem construída do condutor afável e carismático que se serve de seu indiscutível poder de comunicação para, ao arrepio da verdade, montar um cenário róseo cujo centro é por ele mesmo ocupado. Não é fácil um comportamento de honestidade política em situações de adversidade.

São raros os que conseguem tê-lo, e esses raros passam à história. Talvez as gerações mais novas não possuam referencial para medir o impacto das palavras de um líder como Winston Churchill que, ao conclamar o povo inglês a lutar e resistir quando o país submergia sob a chuva de bombas de uma guerra mundial, cunhou a frase que durante muito tempo funcionou como desassombrado estímulo ao empenho de toda uma nação: “Só lhes posso prometer sangue, suor e lágrimas”.

Na boca de qualquer desavisado detentor do poder, tal proclamação soaria apenas como um banho de pessimismo capaz de desestimular o esforço e obscurecer o horizonte; naquele contexto, feita por quem a pronunciou, funcionou como um desafio à conjugação até das mais insuspeitadas energias em nome da sobrevivência e do bem comum.

Via de regra, tais líderes são inteligentes, espertos, sabem desculpar, têm preocupação com o bem-estar coletivo e chegam mesmo a escolher bem alguns de seus auxiliares. O que não fazem, ao contrário do que apregoam, é confiar no povo, em seu discernimento e sua capacidade de escolha.

Seria ingenuidade esperar que um condutor com tais características reconhecesse a existência de outras pessoas com capacidade maior que a sua para chegar a melhores resultados, mormente se proclamam que ninguém tão bom houve antes. Por maior razão, já que sua obra é insuperável, raciocinam eles, depois mesmo é que não haverá.

É justamente essa auto-proclamada superioridade, fronteira da arrogância, o antifermento de que se servem para destemperar a massa que, comprometida em sua capacidade de julgamento, só é capaz de perceber o lado positivo daquela liderança.

É necessário preservar as vozes capazes de apontar o fato de que, se o rei não está completamente nu, pelo menos não está vestido de púrpura e arminho, conforme ele enxerga quando se olha ao espelho.

Desde que equilibradas, e também elas comprometidas com a verdade, podem formar imprescindível contraponto capaz de abrir opções que permitam ao povo, esse eterno enganado, fazer escolhas conscientes e maduras.

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